Texto Interlinear (Grego/Inglês - BibleHub)
Análise Comparativa: Romanos 14
1. Mapeamento Hermenêutico das Fontes
- Moo, D. J. (1996). The Epistle to the Romans. New International Commentary on the New Testament (NICNT). Eerdmans.
- Schreiner, T. R. (2018). Romans (2nd ed.). Baker Exegetical Commentary on the New Testament (BECNT). Baker Academic.
- Gaventa, B. R. (2024). Romans. New Testament Library (NTL). Westminster John Knox.
Análise dos Autores
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Autor/Obra: Moo, D. J. (1996). The Epistle to the Romans. New International Commentary on the New Testament (NICNT). Eerdmans.
- Lente Teológica: Tradição Evangélica Reformada.
- Metodologia: Exegese gramatical-histórica clássica, com forte ênfase na teologia bíblica e na aplicação pastoral. Moo foca em rastrear o fluxo lógico do texto, articulando os princípios atemporais de libertação do crente e da ética comunitária fundamentada na Nova Aliança.
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Autor/Obra: Schreiner, T. R. (2018). Romans (2nd ed.). Baker Exegetical Commentary on the New Testament (BECNT). Baker Academic.
- Lente Teológica: Evangélica Reformada / Histórico-Redentiva (escatologia “já/ainda não”).
- Metodologia: Exegese gramatical e estrutural rigorosa. Schreiner rastreia o fluxo de pensamento detalhado (estabelecendo conexões lógicas de causa e inferência). Prioriza a intertextualidade com o Antigo Testamento e a reconstrução histórico-social dos conflitos étnicos entre judeus e gentios no contexto da Roma imperial do primeiro século.
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Autor/Obra: Gaventa, B. R. (2024). Romans. New Testament Library (NTL). Westminster John Knox.
- Lente Teológica: Leitura Apocalíptica de Paulo (influenciada por estudiosos como J. L. Martyn).
- Metodologia: Exegese teológica e retórica. Gaventa concentra-se na ação cósmica, disruptiva e retificadora de Deus no “tempo de agora” inaugurado por Cristo. Ela tende a descentralizar reconstruções puramente sociológicas ou de fronteiras étnicas em favor de enfatizar a agência soberana de Deus (e a libertação das potências do Pecado e da Morte) como a força que redefine a antropologia e as relações comunitárias.
2. Tese Central e Ênfases (Síntese Executiva)
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Tese de Moo: O capítulo 14 aborda uma crise histórica e específica na igreja romana sobre leis de pureza do Antigo Testamento, exigindo que a liberdade cristã seja sempre subordinada à imperativa maior do amor e da unidade. Embora os “fortes” estejam teologicamente corretos sobre a ab-rogação do código alimentar mosaico, Moo nota que eles cometem o mesmo erro dos fariseus ao insistirem em sua liberdade de modo a prejudicar a “justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Moo citado em Schreiner, “1996: 856”). O foco da teologia paulina é orientar a igreja a relacionar-se com base nas bagagens divergentes dos indivíduos, buscando ativamente a glória de Cristo acima das prerrogativas individuais, princípio este plenamente aplicável a divergências não essenciais no presente (Moo citado em Schreiner, “1996: 882-84”).
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Tese de Schreiner: A aceitação mútua entre os “fortes” (predominantemente cristãos gentios) e os “fracos” (predominantemente cristãos judeus) não é optativa, pois ambos prestam contas ao Senhorio de Cristo e enfrentarão o Julgamento Escatológico; consequentemente, o forte deve abdicar do seu direito de comer e beber para não causar a ruína escatológica irreversível do irmão. Schreiner defende veementemente a identidade étnica da divisão, sustentando que os escrúpulos provinham de leis de pureza da Torá, não de idolatria pagã (Schreiner, “It is likely that they considered foods to be unclean because they followed the prohibitions of the OT law”). A ênfase teológica central é que o “tropeço” causado pelos fortes resulta não apenas em tristeza emocional, mas no risco real de perdição eterna do crente fraco caso ele passe a agir violando a própria consciência (Schreiner, “the danger spoken of here is nothing less than eschatological judgment”). Conclui-se que toda prática deve emanar da Fé (confiança em Deus), pois tudo o que não provém da fé constitui idolatria e rebelião (Schreiner, “Everything that is not from faith is sin”).
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Tese de Gaventa: A disputa sobre dietas e dias sagrados não deve ser vista meramente como tolerância ética mútua, mas é radicalmente subvertida pela Realidade Apocalíptica, que reposiciona todos os crentes como escravos libertos e coabitantes na “casa” cujo único Mestre é Deus. Gaventa argumenta contra reduzir o conflito estritamente a partições étnicas, notando que Paulo emprega intencionalmente designações fundamentadas no evangelho: o irmão é aquele “por quem Cristo morreu” e a “obra de Deus” (Gaventa, “All these designations derive from the gospel”). Para a autora, a admoestação hiperbólica de que as práticas da mesa podem “destruir” a obra divina sublinha que a verdadeira desobediência e o verdadeiro pecado encontram-se em priorizar convicções teológicas de modo egoísta, ignorando a edificação do corpo (Gaventa, “The problem with the eaters is not their conviction but the way they prize their conviction”). Portanto, a hospitalidade incondicional não é um ideal humanista, mas a manifestação terrena do Acolhimento de Deus operado na cruz.
3. Matriz de Diferenciação
| Categoria | Visão de Moo | Visão de Schreiner | Visão de Gaventa |
|---|---|---|---|
| Palavra-Chave/Termo Grego | Agapē (Amor): Define como a essência ética do evangelho que substitui a lei como guia de conduta e resolve os conflitos comunitários (Moo, “by following the dictates of love”). | Apollymi (Destruição/Ruína): Define não apenas como tristeza, mas como o risco literal de perdição escatológica eterna para a fé do irmão fraco (Schreiner, “eternal destruction”). | Diakrinomai (Disputar): Traduz não como o tradicional “duvidar”, mas como “disputar/debater”, refletindo o aspecto conflituoso e argumentativo na mesa (Gaventa, “better translated as ‘disputes’”). |
| Problema Central do Texto | A aplicação da teologia paulina em um problema comunitário específico de Roma, conectando a teologia do evangelho à ética do Amor (Moo, “addressed to a specific problem”). | Conflito étnico e de pureza ritual entre cristãos gentios (fortes) e cristãos judeus (fracos) acerca da observância de dias e da dieta (Schreiner, “primarily Jewish Christians”). | Tensões sobre comensalidade (“diferenças no jantar”); ela rejeita rótulos étnicos rígidos, focando na ameaça que o exibicionismo da liberdade traz à comunidade (Gaventa, “Differences over Dinner”). |
| Resolução Teológica | O indicativo da salvação obriga o imperativo de uma mente transformada; a liberdade não leva à licenciosidade, mas ao sacrifício pelo próximo (Moo, “indicative to imperative”). | O cristão forte deve restringir sua liberdade cristã para não condenar o fraco, pois tudo que não provém da Fé é pecado, e a Deus pertence o julgamento (Schreiner, “Whatever is not from faith is sin”). | O Senhorio de Cristo nivela a todos como escravos domésticos (oiketēs). As ações devem focar na edificação daquele “por quem Cristo morreu”, superando o egoísmo de estar “certo” (Gaventa, “God is the householder”). |
| Tom/Estilo | Expositivo, Focado na Ética. | Exegético, Histórico e Escatológico. | Teológico, Retórico e Apocalíptico. |
4. Veredito Acadêmico
- Melhor para Contexto: Schreiner. Ele fornece a reconstrução histórico-social mais robusta da comunidade romana, detalhando as raízes da tensão entre os cristãos judeus (fracos) e gentios (fortes) no contexto do Império Romano e do pano de fundo da pureza ritual judaica.
- Melhor para Teologia: Gaventa. Ela aprofunda as doutrinas descentralizando a controvérsia das “caixinhas étnicas” e iluminando o impacto cósmico do evangelho. Sua análise sobre o Senhorio de Cristo e a forma como as designações dos crentes derivam exclusivamente da obra redentora de Jesus (o irmão como “obra de Deus”) é teologicamente superior.
- Síntese: Compreender Romanos 14 exige uma leitura multifacetada: a fundação ético-teológica de Moo que liga o indicativo da graça ao imperativo do amor; a rigorosa reconstrução do contexto étnico-cerimonial de Schreiner para entender o perigo escatológico da liberdade sem freios; e a lente apocalíptica de Gaventa, que eleva o debate sobre dietas a uma questão de submissão ao Senhorio divino. O consenso é que o conhecimento e a convicção teológica nunca devem sobrepujar a unidade do corpo e o cuidado com a salvação do irmão.
Senhorio de Cristo, Liberdade Cristã, Amor Ágape e Edificação Mútua são conceitos chaves destacados na análise.
Parte 3: Análise Exegética Detalhada (Verso a Verso)
5. Exegese Comparada
📖 Perícope: Romanos 14:1-12
1. Análise Filológica & Termos-Chave
- Ἀσθενῶν τῇ πίστει (Asthenōn tē pistei - “Fraco na fé”): Schreiner argumenta que a fé aqui mantém seu sentido paulino padrão de “confiança/garantia em Deus”; os fracos são crentes genuínos, mas sua fé não amadureceu para compreender as plenas implicações da liberdade trazida pelo evangelho (Schreiner, “their faith was not as mature and strong”). Gaventa, por sua vez, observa que a frase designa crentes cuja fé permanece emaranhada com a lei alimentar, em contraste com aqueles que “têm fé” suficiente para comer de tudo (Gaventa, “faith is not tied to dietary law”).
- Οἰκέτης (Oiketēs - “Escravo doméstico”): Gaventa destaca que, no verso 4, Paulo não usa o termo genérico doulos (escravo), mas especificamente oiketēs (escravo da casa). Essa escolha sublinha a analogia da casa (família) onde Deus é o único dono, invalidando assim qualquer direito de um crente se portar como senhor do outro (Gaventa, “God is the householder”).
- Κρίνειν (Krinein - “Julgar”) vs. Ἐξουθενεῖν (Exouthenein - “Desprezar”): Schreiner nota a distinção pastoral nos verbos do verso 3: os fracos tendem a julgar e condenar moralmente os fortes por não observarem a Torá, enquanto os fortes, que se sentem libertos, tendem a desprezar e ridicularizar as restrições dos fracos como se fossem irracionais (Schreiner, “the weak tend to pass judgment… the strong are inclined to mock and ridicule”).
2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)
- Schreiner: Fornece o pano de fundo histórico que deu origem à controvérsia de “comer apenas legumes” (v. 2). Ele sugere que não se tratava de um ascetismo grego, mas sim de uma necessidade prática dos cristãos judeus: com o decreto de Cláudio (que expulsara judeus de Roma), a infraestrutura dos matadouros kosher pode ter sido desmantelada. Temendo comer carne impura no mercado romano, a única saída para manter a pureza cerimonial era o vegetarianismo estrito (Schreiner, “meat that was properly slaughtered may have been difficult to acquire”).
- Gaventa: Aprofunda a teologia do Acolhimento Divino. Para ela, a declaração “Deus o acolheu” (v. 3) é o coração antropológico do evangelho de Paulo, que nivela todas as relações comunitárias (Gaventa, “God has already welcomed them”). Ela também traça a linguagem de pertencer ao Senhor (vv. 7-9) de volta ao batismo e à ressurreição no capítulo 6, enfatizando que é o próprio Deus quem capacitará o crente a ficar firme, tornando a ansiedade do fraco desnecessária.
- Moo (via Schreiner): Rejeita a ideia de que a “fraqueza na fé” aqui seja fundamentalmente diferente da “força na fé” exigida de Abraão em Romanos 4. Para Moo, as regras de pureza e dias ainda prendiam a consciência dos fracos. Porém, diferente de Schreiner, Moo tende a ver o “ficar de pé ou cair” do verso 4 como uma referência primária à vida presente e à conduta diária, não exclusivamente ao juízo final (Moo citado em Schreiner, “D. Moo 1996: 841”).
3. Fricção Interpretativa (O Debate)
- Existe uma discordância direta sobre a identidade do “Senhor” citado no verso 11 (“Como eu vivo, diz o Senhor…”). A divergência é intertextual e teológica. Schreiner argumenta que o Senhor na citação de Isaías refere-se a Deus Pai, apontando que o verso 10 fala do “tribunal de Deus” e o verso 12 diz que prestaremos contas a “Deus” (Schreiner, “the kyrios in the OT citation is God rather than Christ”). Gaventa discorda frontalmente, argumentando que a introdução inusitada da citação (“Como eu vivo”) ecoa intencionalmente o verbo recém-utilizado para a ressurreição de Cristo no verso 9 (“viveu novamente”). Para ela, o Senhor diante de quem todo joelho se dobrará é Cristo, alinhando Romanos com Filipenses 2:10-11 (Gaventa, “Lord who speaks in v. 11 is actually Christ”).
- Quem apresenta o argumento mais convincente: O argumento de Gaventa é literária e teologicamente superior, pois captura o jogo de palavras com a ressurreição (“vida”) e a cristologia do Senhorio que domina a perícope (vv. 7-9).
4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)
- Isaías 45:23 é a base do verso 11. Schreiner nota que Paulo faz uma paráfrase, mesclando o texto com fórmulas de juramento do AT (como Num 14:21). Ambos os comentadores concordam que o texto é usado não para focar na confissão individual de pecados perante os homens, mas para solidificar a soberania irrestrita e o monopólio divino sobre o julgamento escatológico (Schreiner, “acknowledgment of God’s lordship, not confession of sins”).
5. Consenso Mínimo
- Nenhum crente tem a prerrogativa de julgar ou ridicularizar outro membro da comunidade por questões rituais não essenciais, uma vez que o Senhorio de Cristo os torna servos que prestarão contas única e exclusivamente no tribunal divino.
📖 Perícope: Romanos 14:13-23
1. Análise Filológica & Termos-Chave
- Ἀπολλύναι (Apollynai - “Destruir” no v. 15): O debate recai sobre a severidade desta “destruição”. Schreiner argumenta linguisticamente que em Paulo este termo denota quase invariavelmente a perdição eschatológica/eterna, e não apenas um dano emocional temporário ou perda de comunhão (Schreiner, “eternal plunge into Hades”). Gaventa vê no termo um peso retórico chocante para acordar o “forte” sobre o risco de destruir a própria obra divina (Gaventa, “destroy that one for whom Christ died”).
- Διακρινόμενος (Diakrinomenos - no v. 23): A palavra é tradicionalmente vertida como “duvidar” (aquele que tem dúvidas). Schreiner mantém essa linha clássica, focando no estado mental do fraco que carece de plena convicção em sua relação com Deus (Schreiner, “Those who doubt… are condemned”). Gaventa adota uma inovação filológica, propondo a tradução “disputar/debater”. Isso formaria uma inclusão perfeita com as “disputas” de 14:1, sugerindo que comer para ganhar uma discussão com a comunidade não provém da fé (Gaventa, “better translated as ‘disputes’”).
- Πίστις (Pistis - “Fé”): Na máxima do v. 23, Schreiner insiste que a palavra não perdeu seu sentido dogmático paulino de “confiança/dependência em Deus” (não significando apenas “consciência tranquila”).
2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)
- Schreiner: Detalha a psicologia espiritual do tropeço. Ele pergunta: como a fé de alguém pode ser eternamente destruída apenas por comer carne? A profundidade que ele traz é que o “fraco” é induzido pela pressão social do “forte” a agir em violação direta da sua própria consciência. Se o fraco passa a agir rotineiramente contra o que ele acredita ser a lei de Deus, sua capacidade de confiar no Senhor desmorona; ele passa a viver sob os ditames humanos (Schreiner, “faith cannot survive when one lives on the basis of the convictions of others”).
- Gaventa: Destaca o brilhante movimento retórico de Paulo ao renomear o irmão. A partir do verso 15, Paulo para de chamar o lado oposto de “fraco” e passa a identificá-lo nos termos mais elevados possíveis: “aquele por quem Cristo morreu” (v. 15) e “a obra de Deus” (v. 20). Essa aplicação linguística visa tornar impossível que os fortes “outrifiquem” (tratem como objeto inferior) seus oponentes no jantar (Gaventa, “renames the ‘abstainer’”).
- Moo (via Schreiner): Extrai um paradoxo teológico brilhante na atitude dos “fortes”. Moo observa que, embora os fortes de Roma tenham se libertado das restrições cerimoniais típicas dos fariseus, a arrogância deles em defender seus “direitos de comer” à custa da paz da igreja é moralmente idêntica à dureza dos fariseus (Moo citado em Schreiner, “D. Moo 1996: 856”). É também Moo quem destila a aplicação moderna central da perícope: aceitar a divergência em áreas não-essenciais e focar na união para a glória de Cristo (D. Moo 1996: 882-84).
3. Fricção Interpretativa (O Debate)
- Sobre a máxima “Tudo o que não provém de fé é pecado” (v. 23): Trata-se de uma regra universal da ética cristã ou uma afirmação restrita apenas a comer ou não comer? Muitos estudiosos modernos limitam o versículo apenas à situação das dietas. Schreiner entra em forte fricção aqui, argumentando a favor da tradição de Agostinho e Lutero. Para ele, o verso é uma máxima teológica universal. Pecado, conforme estabelecido em Romanos 1:18-25, é fundamentalmente viver fora de uma confiança radical (fé) no Criador (Schreiner, “anything done apart from faith is sin”). Gaventa foca mais no risco pragmático do comportamento ostensivo na ceia e na disputa (“não provém da fé pois o objetivo é convencer o outro”).
- Quem apresenta o argumento mais convincente: Schreiner oferece a resolução teológica mais robusta, integrando o verso 23 com o tema global de Romanos (justificação pela fé), provando que a ética de Paulo é indissociável da sua dogmática: agir sem confiança em Deus é voltar à idolatria da autossuficiência.
4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)
- As Leis de Pureza Ritual (Levítico 11; Deuteronômio 14). O verso 14 (“nada é impuro em si mesmo”) anula diretamente séculos de códigos de pureza alimentar de Israel. Schreiner observa que a certeza de Paulo (“Estou persuadido no Senhor Jesus”) não vem de uma reinterpretacão exegética da Torá, mas de sua dependência da tradição do Jesus Histórico (cf. Marcos 7:15-19), demonstrando que o alvorecer da Nova Era em Cristo ab-rogou a lei cerimonial (Schreiner, “words of the historical Jesus in the Gospel tradition”).
5. Consenso Mínimo
- O conhecimento de que “nenhum alimento é impuro” (a teologia correta) nunca tem precedência sobre o amor (a ética correta); a liberdade cristã deve ser imediatamente suspensa pelo crente forte caso o seu exercício cause a ruína espiritual de um irmão na fé.