Análise Comparativa: Mateus 8

1. Mapeamento Hermenêutico das Fontes

  • Carson, D. A. (2010). Matthew. Revised Expositor’s Bible Commentary (REBC). Zondervan.
  • France, R. T. (2007). The Gospel of Matthew. New International Commentary on the New Testament (NICNT). Eerdmans.
  • Nolland, J. (2005). The Gospel of Matthew. New International Greek Testament Commentary (NIGTC). Eerdmans.

Análise dos Autores

  • Autor/Obra: France, R. T. (, The Gospel of Matthew )

    • Lente Teológica: Evangélica crítica, com ênfase na Teologia Bíblica e na estrutura literária como veículo de revelação messiânica.
    • Metodologia: Adota uma abordagem de Crítica da Redação moderada, focando em como Mateus reordenou o material de Marcos para criar blocos temáticos. France observa que os capítulos 8 e 9 são construídos através de um “cuidadoso entrelaçamento de duas seções de Marcos” para realçar a autoridade messiânica (France, “careful interweaving of two Marcan sections”). Ele prioriza a estrutura narrativa maior do evangelho (“Galilee: The Messiah Revealed in Word and Deed”) em vez de atomizar as perícopes.
  • Autor/Obra: Nolland, J. (, The Gospel of Matthew )

    • Lente Teológica: Acadêmica rigorosa (Série NIGTC), com atenção filológica detalhada ao texto grego e à Tradição Sinótica.
    • Metodologia: Realiza uma exegese gramatical minuciosa e Crítica das Fontes, comparando constantemente Mateus com Marcos e Lucas (e Q). Em Mateus 8, ele foca na forma como o evangelista abrevia as narrativas de milagres para aguçar o foco cristológico, removendo detalhes secundários (Nolland, “Matthew abbreviates the Markan account”). Ele identifica estruturas quiásticas (ex: em 8:1-17 e 8:23-9:8) e analisa a incorporação de “quadros de discipulado” entre os milagres (Nolland, “Miracles in a Disciple Framework”).
  • Autor/Obra: Carson, D. A. (, Matthew )

    • Lente Teológica: Evangélica Reformada/Conservadora, com forte defesa da historicidade e da harmonização dos relatos evangélicos.
    • Metodologia: Utiliza a exegese teológica combinada com polêmica contra a crítica radical. Carson rejeita estruturas simplistas propostas por outros críticos (como a divisão estrita entre cristologia e discipulado), argumentando que Mateus “mantém vários temas em andamento ao mesmo tempo como um malabarista literário” (Carson, “keeping several going at once like a literary juggler”). Ele busca demonstrar a coerência interna e a fidelidade histórica de Mateus, mesmo quando este organiza o material topicamente e não cronologicamente.

2. Tese Central e Ênfases (Síntese Executiva)

  • Tese de France: O capítulo 8 inicia uma seção projetada para demonstrar a autoridade de Jesus através de atos poderosos, servindo como complemento necessário ao ensinamento autorizado do Sermão do Monte (caps. 5-7).

    • Argumento: France argumenta que Mateus reordenou extensivamente as perícopes de Marcos para criar uma impressão cumulativa da autoridade de Jesus. Ele destaca que “pela sua construção cuidadosa da parte inicial da seção… Mateus aumentou consideravelmente a impressão da autoridade de Jesus” (France, “enhanced the impression of Jesus’ authority”).
  • Tese de Nolland: Mateus 8 apresenta Jesus “em movimento no ministério”, estruturando milagres em blocos intercalados com ensinamentos sobre discipulado, onde a cristologia é acentuada pela abreviação narrativa e foco na palavra eficaz de Jesus.

    • Argumento: Nolland identifica uma estrutura concêntrica e quiástica nos blocos de milagres. Ele enfatiza que Mateus remove emoções e detalhes secundários de Marcos para focar na ação divina. Sobre a cura do leproso (8:1-4), nota que é uma escolha excelente para “chamar a atenção” na posição de abertura (Nolland, “attention-getting choice”). Um ponto crítico de sua exegese é a interpretação de Isaías 53:4 em Mateus 8:17; Nolland sugere que Mateus ignora o elemento de “sofrimento vicário” de Isaías para focar puramente na remoção do sofrimento físico (Nolland, “He ignores the element in the Isaiah text of the suffering being taken instead by another”).
  • Tese de Carson: Os capítulos 8 e 9 formam uma unidade tópica que prova que Jesus cumpriu sua missão de pregar e curar, revelando uma Cristologia complexa que integra autoridade divina, sofrimento vicário e a inclusão dos gentios, exigindo uma resposta de fé.

    • Argumento: Carson refuta a ideia de que Mateus suprime a compaixão de Jesus ou cria ficção teológica. Em contraste direto com a posição de Nolland, Carson defende que, ao citar Isaías 53:4 em 8:17, Mateus compreende profundamente a conexão teológica, sustentando que “o ministério de cura de Jesus é em si uma função de sua morte substitutiva” (Carson, “Jesus’ healing ministry is itself a function of his substitutionary death”). Ele também destaca a dimensão missiológica em 8:11, vendo a fé do centurião como uma abertura para a missão gentílica e um aviso contra o exclusivismo judaico (Carson, “opens the door to it [Gentile mission]“).

3. Matriz de Diferenciação

CategoriaVisão de FranceVisão de NollandVisão de Carson
Abordagem EstruturalEntrelaçamento Narrativo: Argumenta que Mateus 8–9 é um “entrelaçamento cuidadoso” (careful interweaving) de duas seções de Marcos para amplificar a impressão da autoridade de Jesus.Moldura de Discipulado: Identifica uma estrutura onde blocos de milagres são intercalados com ensino sobre o seguimento radical (ex: 8:18–22), criando um “quadro de discipulado”.Arranjo Tópico: Defende que a ordem não é cronológica, mas temática (“O Reino Estendido”), onde Mateus atua como um “malabarista literário” mantendo vários temas (fé, gentios, cristologia) simultaneamente.
Tratamento das Fontes (ex: Centurião)Foca na Redação para servir ao tema da “Autoridade Messiânica” revelada em Palavra e Ação.Crítica das Fontes/Q: Analisa as diferenças com Lucas (ex: delegações) como abreviação mateana para aguçar o foco cristológico na palavra eficaz de Jesus.Harmonização Histórica: Explica a ausência de servos em Mateus pelo princípio jurídico qui facit per alium facit per se (“quem age por meio de outro, age por si mesmo”), defendendo a historicidade.
Exegese de Isaías 53:4 (Mt 8:17)(Enfatiza o cumprimento profético geral dentro da estrutura de “Messias em Ação”).Foco Somático: Argumenta que Mateus “ignora o elemento de sofrimento vicário” (suffering being taken instead) do texto de Isaías, aplicando-o estritamente à remoção física das enfermidades.Tradução Independente: Sustenta que Mateus traduz diretamente do hebraico; defende que a aplicação à cura física é legítima e não nega a teologia da expiação vicária do Servo Sofredor.
Tom/EstiloNarrativo-Teológico: Prioriza o design literário e o fluxo do argumento do evangelista.Técnico-Filológico: Rigoroso na análise gramatical do grego e comparação sinótica detalhada.Apologético-Pastoral: Combina análise crítica com defesa da historicidade e aplicações para a igreja contemporânea.

4. Veredito Acadêmico

  • Melhor para Contexto: Carson. Destaca-se pela defesa da historicidade dos eventos (como a harmonização das narrativas do centurião) e pela explicação das práticas culturais (ex: o conceito de autoridade e escravidão), fornecendo um cenário robusto para o leitor moderno.
  • Melhor para Teologia: Nolland. Oferece a análise mais precisa das nuances redacionais de Mateus, especialmente na cristologia (o uso de títulos como “Senhor”) e na teologia do discipulado, mostrando como o evangelista molda suas fontes para fins doutrinários específicos.
  • Síntese: Para uma compreensão holística de Mateus 8, deve-se utilizar a estrutura literária de France para entender o fluxo narrativo da autoridade de Jesus, preenchida pela exegese detalhada do texto grego e das fontes de Nolland, e alicerçada na defesa histórica e aplicação teológica de Carson.

Autoridade Messiânica, Abreviação Narrativa, Sofrimento Vicário e Discipulado Radical são conceitos chaves destacados na análise.


5. Exegese Comparada

📖 Perícope: A Cura do Leproso e do Servo do Centurião (8:1-13)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • εἰς μαρτύριον αὐτοῖς (eis martyrion autois - 8:4): Frase preposicional debatida quanto à sua natureza (positiva ou negativa). Carson nota que a maioria dos usos sinóticos são “neutros” ou implicam uma divisão em torno do testemunho apresentado, rejeitando a ideia de que seja exclusivamente um “testemunho contra” eles, embora admita o debate (Carson, “Most of the rest are ‘neutral’ and imply division”).
  • παῖς (pais - 8:6): Termo grego que pode significar “filho” ou “servo”. Nolland observa a variação textual e a comparação com Lucas 7, onde intermediários são usados (Nolland, “The Centurion at Capernaum”).
  • ἱκανός (hikanos - 8:8): Adjetivo que significa “digno” ou “suficiente”. O centurião declara não ser digno de receber Jesus.

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • France: Destaca a estrutura macro, notando que os capítulos 8-9 são uma “antologia cuidadosamente construída” de feitos autoritativos, entrelaçando seções de Marcos para realçar a impressão da autoridade de Jesus (France, “careful interweaving of two Marcan sections”).
  • Nolland: Observa que Mateus insere a tradição sobre “muitos virão do oriente e do ocidente” (vv. 11-12) neste ponto, material que Lucas usa em contexto diferente (13:28-29), para torná-lo explicitamente um comentário sobre a inclusão escatológica dos gentios (Nolland, “makes the material explicitly a comment on eschatological inclusion of Gentiles”).
  • Carson: Defende a historicidade do relato do centurião contra a ideia de que contradiz Lucas (que usa intermediários). Ele aplica o princípio jurídico qui facit per alium facit per se (“quem age por meio de outro, age por si mesmo”) para explicar a condensação narrativa de Mateus (Carson, “Matthew… makes no mention of the servants in order to lay the greater emphasis on faith”).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • Harmonização dos Evangelhos: Existe uma tensão sobre a presença ou ausência de intermediários na cura do servo do centurião.
    • Nolland sugere que a fonte compartilhada (Q) provavelmente tinha a primeira delegação de Lucas, mas não a segunda, e que Mateus abrevia narrativas prontamente (Nolland, “Matthew readily abbreviates his narrative sources”).
    • Carson é mais enfático na defesa da compatibilidade histórica, argumentando que a omissão de detalhes por Mateus é estilística e teológica (foco na fé), não uma contradição factual (Carson, “Refusal to attempt harmonization… is methodologically irresponsible”).

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Levítico 14: Carson aponta que a ordem para mostrar-se ao sacerdote (8:4) segue as prescrições mosaicas para leprosos curados.
  • Isaías 49/59 (Implícito em 8:11): A reunião do Oriente e do Ocidente alude às promessas proféticas de reunião escatológica, aqui aplicadas surpreendentemente aos gentios em contraste com os “filhos do reino”.

5. Consenso Mínimo

  • Mateus abrevia as narrativas de cura para focar agudamente na autoridade de Jesus e na fé do solicitante, removendo detalhes cênicos secundários presentes em Marcos ou Lucas.

📖 Perícope: A Cura da Sogra de Pedro e Sumário (8:14-17)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • ἔλαβεν / ἐβάστασεν (elaben / ebastasen - 8:17): Verbos usados na citação de Isaías (“tomou” e “carregou”). O debate gira em torno se isso implica expiação vicária ou apenas remoção física.
  • ἀσθένεια (astheneia - 8:17): “Enfermidade/Fraqueza”. Nolland nota que Mateus não usa este termo em nenhum outro lugar, adotando-o aqui pela sua generalidade (Nolland, “its very generality makes it a useful term for him here”).

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • Nolland: Identifica uma estrutura quiástica na cura da sogra de Pedro (8:14-15), centrada na “partida da febre”, destacando a iniciativa de Jesus e a resposta da mulher (Nolland, “A chiastic structure centred on the departure of the fever”).
  • Carson: Argumenta contra a tese de que Mateus suprime a compaixão de Jesus. Ele refuta a ideia de Sabourin de que a omissão de certos detalhes emocionais de Marcos indique uma cristologia fria, apontando para 9:35-38 como prova do destaque mateano à compaixão (Carson, “Matthew stresses elsewhere Jesus’ compassion”).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • Interpretação de Isaías 53:4 em Mateus 8:17: Este é um ponto de divergência aguda.
    • Nolland: Afirma que Mateus “ignora o elemento… de sofrimento sendo tomado em lugar de outro” (vicário) do texto de Isaías. Para Nolland, o foco é puramente a remoção do sofrimento físico por Jesus, sem conexão necessária com a expiação (Nolland, “He ignores the element in the Isaiah text of the suffering being taken instead by another”).
    • Carson: Discorda veementemente. Ele argumenta que, embora a aplicação imediata seja a cura física, o ministério de cura de Jesus é “uma função de sua morte substitutiva”. Ele defende que a citação não é idiossincrática, mas reflete uma teologia profunda onde a cruz lida com as consequências do pecado, incluindo a doença (Carson, “Jesus’ healing ministry is itself a function of his substitutionary death”).

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Isaías 53:4: Ambos concordam que esta é uma tradução independente do Hebraico feita pelo próprio Mateus, diferindo da LXX (Carson, “Matthew’s rendering does not follow LXX or Targum… Matthew’s own translation”).

5. Consenso Mínimo

  • Mateus vê as curas físicas de Jesus como cumprimento direto da profecia do Servo Sofredor de Isaías, demonstrando que o Messias lida com as enfermidades humanas.

📖 Perícope: O Custo do Discipulado (8:18-22)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • μαθητής (mathētēs - 8:21): Carson argumenta que o termo é usado aqui em um sentido frouxo/amplo, não necessariamente referindo-se a um seguidor totalmente comprometido, visto que o escriba e o “outro” ainda impõem condições (Carson, “does not necessarily refer to a fully committed follower”).
  • υἱὸς τοῦ ἀνθρώπου (huios tou anthrōpou - 8:20): “Filho do Homem”. Carson fornece uma extensa análise, notando que ocorre 30 vezes em Mateus. Aqui, classifica-se como o “Filho do Homem terreno”, possivelmente uma circumlocução para “Eu”, mas carregada de autoridade (Carson, “earthly Son of Man… circumlocution for ‘I’”).

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • Nolland: Observa que Mateus criou uma “moldura de discipulado” (8:18-22 e 9:9-13) em torno do próximo conjunto de milagres (8:23–9:8), acentuando a natureza radical do chamado para seguir Jesus (Nolland, “Matthew has created a discipleship frame… The present episode accentuates the radical nature”).
  • Carson: Discute a identidade do Escriba (8:19). Rejeita a ideia de que Mateus seja anti-escriba por princípio. O problema não é a profissão, mas a resposta às reivindicações absolutas de Jesus (Carson, “Matthew is not in principle anti-scribe… all people… divide around the absolute claims of Jesus”).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • O Significado de “Seguir”:
    • Nolland foca na ruptura radical com as obrigações sociais e familiares (enterrar o pai), sugerindo uma demanda que supera a Torá.
    • Carson enfatiza a cristologia implícita: Jesus exige uma lealdade que supera os deveres mais sagrados do judaísmo (cuidar dos pais), o que implica uma autoridade divina. Ele vê os dois inquiridores (o escriba e o discípulo) como contrastes de hesitação versus a autoridade de Jesus.

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • 1 Reis 19:20: A resposta de Jesus (“Deixe os mortos sepultarem seus mortos”) contrasta fortemente com a permissão de Elias a Eliseu para beijar os pais, indicando que a chamada de Jesus é mais urgente que a dos profetas antigos.

5. Consenso Mínimo

  • A segurança material e os deveres familiares são secundários em relação à urgência e prioridade de seguir Jesus; o discipulado envolve desenraizamento.

📖 Perícope: Acalmando a Tempestade e os Endemoniados (8:23-34)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • ὀλιγόπιστοι (oligopistoi - 8:26): “Gente de pequena fé”. Carson destaca que este é um epíteto favorito de Mateus. Difere de Marcos (“não tendes fé?”) para sugerir que a fé existe, mas é de “má qualidade” ou imatura, não meramente pequena em quantidade (Carson, “refers… to its poor quality”).
  • σεισμός (seismos - 8:24): Literalmente “terremoto”, usado aqui para uma tempestade no mar. Termo típico de teofanias ou eventos apocalípticos em Mateus.

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • Nolland (sobre a Tempestade): Identifica uma estrutura quiástica na narrativa (8:23-27), centrada na aproximação dos discípulos e nas palavras de Jesus. Vê a cristologia da autoridade de Jesus como o foco principal (Nolland, “centred here on the disciples’ approach… christological emphasis… evident authority of Jesus”).
  • Nolland (sobre os Endemoniados): Nota a abreviação radical de Marcos 5. Mateus removeu tanto o foco na experiência dos endemoninhados quanto a menção de “Legião”, focando estritamente no ato de poder de Jesus (Nolland, “radical abbreviation… Matthew is not interested in the experience of the demoniacs”).
  • Carson (sobre a Tempestade): Rejeita a teoria de Cope de que a perícope é estruturada com base na tipologia de Jonas, considerando os paralelos forçados (Carson, “Far from convincing”). Enfatiza que a fé expulsa o medo.

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • A Natureza da Fé dos Discípulos:
    • Carson argumenta que a mudança de Marcos (“não tendes fé?”) para Mateus (“homens de pequena fé”) pode ser teologicamente precisa, mas não necessariamente uma contradição, pois Marcos pode estar usando hipérbole pastoral. Mateus, no entanto, usa o termo para descrever uma fé que falha em confiar durante a crise (Carson, “Faith chases out fear”).
    • Nolland tende a ver as alterações como estilísticas e artísticas para realçar a cristologia.

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Salmos 107 / Jonas: O domínio sobre o mar revolto é uma prerrogativa divina no AT (Salmo 107:29; Jonas 1:15). A pergunta “Quem é este?” (8:27) evoca a identidade de Deus como Senhor da criação.

5. Consenso Mínimo

  • Estes milagres demonstram a autoridade de Jesus sobre as esferas caóticas da natureza (tempestade) e do sobrenatural (demônios), estabelecendo sua identidade como alguém que exerce o poder do próprio Deus.