Análise Comparativa: Mateus 15

1. Mapeamento Hermenêutico das Fontes

  • Carson, D. A. (2010). Matthew. Revised Expositor’s Bible Commentary (REBC). Zondervan.
  • France, R. T. (2007). The Gospel of Matthew. New International Commentary on the New Testament (NICNT). Eerdmans.
  • Nolland, J. (2005). The Gospel of Matthew. New International Greek Testament Commentary (NIGTC). Eerdmans.

Análise dos Autores

  • Autor/Obra: France, R. T., The Gospel of Matthew (NICNT).

    • Lente Teológica: Evangélica crítica, com ênfase na narrativa literária e na estrutura do Evangelho.
    • Metodologia: Abordagem teológico-literária. France situa o capítulo 15 dentro de uma grande seção (4:12—16:20) que ele define como “O Messias Revelado em Palavra e Ação”, focando no cumprimento das promessas proféticas e na continuidade da missão de João Batista por Jesus (France, “II. GALILEE…”).
  • Autor/Obra: Nolland, J., The Gospel of Matthew (NIGTC).

    • Lente Teológica: Exegese histórico-crítica minuciosa, com forte ênfase na filologia grega e crítica textual.
    • Metodologia: Análise detalhada da sintaxe grega e das variantes textuais (ex: análise de korban e koinoun). Nolland foca na redação mateana das fontes (Marcos), destacando como Mateus refina questões de pureza ritual versus pureza moral e a cristologia do “Filho de Davi” (Nolland, “1. What Is It That Really Defiles?”; “1. Jesus Heals a Canaanite Woman’s Daughter”).
  • Autor/Obra: Carson, D. A., Matthew (REBC).

    • Lente Teológica: Evangélica Reformada, com ênfase na História da Redenção (Salvation History).
    • Metodologia: Exegese teológica que busca harmonizar as tensões históricas e canônicas. Carson ataca o texto defendendo a historicidade dos eventos (ex: defende duas alimentações milagrosas distintas) e foca na polarização progressiva entre Jesus e os líderes religiosos, interpretando a Lei sob a ótica do “cumprimento” escatológico em Cristo (Carson, “6. Jesus and the tradition of the elders”; “8. The feeding of the four thousand”).

2. Tese Central e Ênfases (Síntese Executiva)

  • Tese de France (NICNT): [O Messias Cumpre a Profecia e Expande a Missão] + O autor insere o capítulo 15 na grande narrativa da Galileia, onde Jesus é apresentado como o Messias de Israel e Filho de Deus, cuja missão é o cumprimento do propósito secular de Deus, validada por um período de preparação e fidelidade (France, “II. GALILEE…”).

  • Tese de Nolland (NIGTC): [Prioridade da Pureza Moral e Inclusão via Fé Judaica] + Nolland argumenta que, em Mateus 15, Jesus reconfigura a pureza, deslocando-a do ritual (lavagem das mãos) para o ético (coração), e apresenta a mulher Cananeia não como uma ruptura da missão a Israel, mas como alguém que exibe uma fé exemplarmente judaica ao reconhecer Jesus como “Senhor” e “Filho de Davi” (Nolland, “3. Explanation of the ‘Parable’…”; “1. Jesus Heals a Canaanite Woman’s Daughter”). Ele destaca que Mateus “acentua a dimensão cristológica” da perícope marquina (Nolland, “D. Part 3 (15:21–16:20)”).

  • Tese de Carson (REBC): [Cumprimento Escatológico da Lei e Polarização Histórica] + Carson defende que Jesus não apenas anula a tradição oral (Halakah), mas aponta para uma nova abordagem da Lei baseada na transformação do coração humano, situando os eventos — como a alimentação dos quatro mil — dentro de uma cronologia verossímil que demonstra a glória do Messias em contraste com a crescente oposição dos fariseus (Carson, “6. Jesus and the tradition of the elders”). Ele enfatiza que Jesus “rejeitou os fariseus… como intérpretes autênticos da Escritura” e assumiu esse papel absoluta e finalmente para si mesmo (Carson, “6. Jesus and the tradition of the elders”).


3. Matriz de Diferenciação

CategoriaVisão de France (NICNT)Visão de Nolland (NIGTC)Visão de Carson (REBC)
Palavra-Chave/Termo GregoCumprimento (Fulfillment): Enfatiza a continuidade narrativa onde Jesus realiza o propósito de Israel (France, “II. GALILEE…”).Koinoun (Contaminar/Tornar Comum): Destaca o deslocamento da impureza ritual (mãos) para a impureza moral que “sai do coração” (Nolland, “3. Explanation…”).Paradosis (Tradição): Foca no conflito entre a “tradição dos anciãos” e a autoridade final de Jesus como intérprete da Lei (Carson, “6. Jesus and the tradition…”).
Problema Central do TextoA tensão narrativa entre a missão restrita a Israel e a inevitável expansão aos gentios pré-figurada na fé da Cananeia.A redefinição de Pureza Ritual. Para ele, o problema é a “visão farisaica de estender as fronteiras da obediência… através de um foco na pureza ritual” (Nolland, “C. Part 2 (15:1-20)”).A autoridade hermenêutica. O problema não é apenas legalismo, mas quem detém a chave da interpretação da Escritura: os fariseus ou Jesus? (Carson, “6. Jesus and the tradition…”).
Resolução TeológicaA mulher Cananeia não é uma anomalia, mas parte do padrão onde a fé transcende barreiras étnicas dentro do tempo de cumprimento messiânico.Jesus substitui a “trilha da impureza ritual” (mãos > comida > boca) por uma “trilha da impureza moral” (coração > boca > pessoa) (Nolland, “3. Explanation…”).Jesus situa a Lei dentro da História da Redenção. Ele não apenas anula a halakah, mas mostra a “direção para a qual a Lei aponta”, cumprindo-a em si mesmo (Carson, “6. Jesus and the tradition…”).
Tom/EstiloNarrativo-Teológico: Foca na estrutura literária e no desenrolar do drama messiânico.Técnico-Exegético: Minucioso com variantes textuais e sintaxe grega (ex: análise de akmēn e korban).Polêmico-Doutrinário: Engaja-se com debates modernos (ex: Barth, Hill) e defende a historicidade e coerência canônica.

4. Veredito Acadêmico

  • Melhor para Contexto: Carson (REBC). Ele fornece o melhor background da História da Redenção, explicando não apenas o texto em si, mas como ele se encaixa na transição da antiga para a nova aliança, justificando teologicamente a restrição inicial da missão de Jesus às “ovelhas perdidas de Israel” e a subsequente abertura aos gentios (Carson, “a. The Canaanite woman”).
  • Melhor para Teologia: Nolland (NIGTC). Sua análise sobre a Pureza Ritual versus impureza moral é superior em precisão exegética. Ele detalha como Mateus reformula a fonte de Marcos para enfatizar que o perigo real não é a quebra de um tabu alimentar, mas as “más inclinações” que residem no coração humano, oferecendo uma antropologia bíblica mais robusta (Nolland, “3. Explanation…”).
  • Síntese: Para uma compreensão holística de Mateus 15, deve-se utilizar a estrutura de Carson para entender a macrona-narrativa da rejeição de Jesus pelos líderes e a aceitação pelos gentios (como a mulher siro-fenícia), enquanto se aplica a exegese detalhada de Nolland para decodificar os argumentos sobre a Tradição dos Anciãos e a pureza. A combinação revela que Jesus não está apenas debatendo etiqueta religiosa, mas estabelecendo uma Nova Aliança onde a santidade é definida pela postura do coração em relação a Ele, e não por rituais externos.

5. Exegese Comparada

📖 Perícope: A Tradição vs. Mandamento de Deus (15:1-9)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • Korban (κορβᾶν): Nolland realiza uma análise técnica, explicando que Marcos translitera o termo hebraico qrbn (oferta), mas Mateus o traduz como dōron (presente/oferta). Nolland argumenta que korban era usado como uma fórmula de voto onde a “doação a Deus não era um presente real, mas sim uma perda nocional devida a Deus… permitindo que as pessoas evitassem a obrigação de cuidar de seus pais” (Nolland, “1. What Is It That Really Defiles?”). Carson concorda, notando que a tradição permitia “evitar o dever parental através de um juramento que na verdade não fazia exigências à pessoa” (Carson, “6. Jesus and the tradition of the elders”).
  • Paradosis (παράδοσις - Tradição): Carson destaca que Jesus reclassifica a “tradição dos anciãos” (v. 2) pejorativamente como “vossa tradição” (v. 3), criando uma antítese entre ela e o “mandamento de Deus” (Carson, “6. Jesus and the tradition of the elders”).

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • [Nolland]: Destaca a sutileza textual no v. 6, onde Mateus muda a frase de Marcos (“não permitis que ele faça nada”) para uma declaração direta de consequência: “ele não precisa honrar seu pai”. Nolland vê isso como uma clarificação de que a tradição farisaica criava ativamente uma isenção moral (Nolland, “1. What Is It That Really Defiles?”).
  • [Carson]: Observa que a ordem dos oponentes “Fariseus e escribas” (v. 1) é uma inversão da ordem de Marcos, possivelmente para criar um quiasmo com Mateus 5:20. Ele enfatiza que a menção de “Jerusalém” antecipa a hostilidade oficial que culminará na Paixão (Carson, “6. Jesus and the tradition of the elders”).
  • [France]: (Não há dados específicos de exegese detalhada de France para estes versículos nos trechos fornecidos, focando-se a análise em Nolland e Carson).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • A Natureza da Crítica: Carson argumenta que o ataque de Jesus não é apenas contra uma halakah específica, mas contra a autoridade hermenêutica dos Fariseus. Ele vê Jesus estabelecendo que a tradição “anula” (akyroō) a Palavra de Deus (Carson, “6. Jesus and the tradition…”). Nolland, com uma lente mais histórico-crítica, sugere que Mateus assume que seus leitores já conhecem a prática do korban (já que ele omite a explicação de Marcos), focando mais no contraste ético entre “o que Deus disse” e “o que vós dizeis” (Nolland, “1. What Is It That Really Defiles?”).

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Isaías 29:13: Ambos os autores notam o uso deste texto. Nolland aponta que a citação de Mateus segue a LXX muito de perto, mas que a LXX reflete um texto hebraico diferente do MT (Texto Massorético) no v. 9 (“ensinam mandamentos de homens”), o que é crucial para o argumento de Jesus contra a tradição humana (Nolland, “1. What Is It That Really Defiles?”).
  • Êxodo 20:12 / 21:17: Citados explicitamente como “Deus disse” (Mateus altera o “Moisés disse” de Marcos, segundo Carson, para aguçar o contraste com a tradição humana).

5. Consenso Mínimo

  • Jesus rejeita a autoridade da tradição oral quando esta entra em conflito com o imperativo moral claro do Decálogo (honrar pai e mãe).

📖 Perícope: A Parábola da Defilement (15:10-20)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • Akmēn (ἀκμήν): Uma palavra rara no NT, usada no v. 16 (“Vós também ainda estais sem compreensão?”). Nolland sugere que pode significar “ainda” ou “ainda agora”, indicando a natureza temporária da falta de compreensão dos discípulos, contrastando com a dureza permanente dos fariseus (Nolland, “1. What Is It That Really Defiles?”).
  • Kardia (coração): Carson define “coração” biblicamente como o centro da personalidade, “de onde a pessoa sente, pensa e determina suas ações”, e não apenas a sede das emoções (Carson, “6. Jesus and the tradition…”).

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • [Nolland]: Oferece uma reconstrução detalhada da “trilha da impureza”. Ele nota que Jesus substitui a visão farisaica (mãos comida boca pessoa) por uma nova antropologia moral (coração boca pessoa). Ele destaca que Mateus remove a cláusula de Marcos “assim declarou puros todos os alimentos”, mantendo o foco ético e não dietético (Nolland, “3. Explanation of the ‘Parable’…”).
  • [Carson]: Argumenta vigorosamente contra a visão de que Mateus “judaizou” Marcos ao adicionar a cláusula do v. 20 (“comer sem lavar as mãos é o que contamina”). Para Carson, Jesus lida com um princípio amplo que toca todos os alimentos, mas a aplicação imediata é sobre a lavagem das mãos. Ele vê aqui uma antecipação teológica de Romanos 14:14 (Carson, “6. Jesus and the tradition…”).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • Ab-rogação das Leis Alimentares: Existe uma tensão sobre se Jesus aboliu as leis kosher aqui. Carson afirma que, embora Mateus omita o comentário explicativo de Marcos 7:19, a retenção da parábola leva “precisamente a essa conclusão” de que a distinção puro/impuro foi superada (Carson, “6. Jesus and the tradition…”). Nolland é mais cauteloso, focando que para Mateus, o ponto central é a redefinição de impureza como algo moral (“maus desígnios”, v. 19) e não ritual, sem necessariamente declarar o fim da lei cerimonial explicitamente neste texto (Nolland, “3. Explanation…”).

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Não há citações diretas, mas Nolland vê ecos de Jeremias 11:19 (“maus desígnios”) ou Ezequiel 38:10 na lista de vícios que saem do coração (v. 19).

5. Consenso Mínimo

  • A verdadeira contaminação é moral e ética, originada no coração humano, e não resultado de rituais externos ou ingestão de alimentos.

📖 Perícope: A Fé da Mulher Cananeia (15:21-28)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • Chananaia (Cananeia): Nolland nota que este é um termo arcaico, usado para evocar as “imagens bíblicas dos habitantes originais da Palestina como objetos de desprezo e inimigos de Israel” (Nolland, “1. Jesus Heals a Canaanite Woman’s Daughter”).
  • Kynaria (cachorrinhos): Carson aponta que o uso do diminutivo favorece a referência a “cães domésticos” em vez de cães de rua, suavizando a metáfora, mas mantendo a distinção entre judeus (“filhos”) e gentios (Carson, “a. The Canaanite woman”).

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • [Nolland]: Destaca que a mulher “saiu” (exelthousa) daquela região para encontrar Jesus, criando um paralelo com Jesus que “saiu” (exelthōn) para a região. Ele observa que a fé da mulher é “exemplarmente judaica” ao invocar o “Filho de Davi”, sugerindo que ela entende a economia da salvação melhor que os discípulos (Nolland, “1. Jesus Heals a Canaanite Woman’s Daughter”).
  • [Carson]: Enfatiza a cristologia do “Senhor”. Ele nota que a mulher não pede “direitos”, mas “graça” (eleēson me - tem misericórdia de mim). Carson vê na cura à distância um paralelo com a cura do servo do centurião (Mt 8), ambos gentios de grande fé (Carson, “a. The Canaanite woman”).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • O Silêncio de Jesus (v. 23): Nolland interpreta o silêncio inicial de Jesus (“não lhe respondeu palavra”) como uma indicação de que “não estava claro imediatamente o que ele deveria fazer” dentro de sua missão restrita a Israel (Nolland, “1. Jesus Heals…”). Carson, por outro lado, vê a restrição da missão (v. 24) como uma realidade histórico-redentora (“como chegamos de lá para cá”), onde a missão aos gentios é pós-ressurreição, e este episódio é uma exceção baseada na fé, não uma mudança de política imediata (Carson, “a. The Canaanite woman”).

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Ovelhas Perdidas (Jeremias 50:6 / Ezequiel 34): A frase “ovelhas perdidas da casa de Israel” (v. 24) ecoa, segundo Carson, a linguagem profética sobre a negligência dos líderes de Israel e a missão messiânica de reunião (Carson, “a. The Canaanite woman”).
  • Nolland também vê um eco dos Salmos (ex: Sl 109:26) no pedido de socorro da mulher (“ajuda-me”).

5. Consenso Mínimo

  • A fé desta mulher gentia supera barreiras étnicas e obtém a misericórdia do Messias judeu, prefigurando a futura missão universal.

📖 Perícope: Curas e Alimentação dos Quatro Mil (15:29-39)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • Kyllous (aleijados/mutilados): Nolland observa este termo raro na lista de curas (v. 30), sugerindo uma alusão específica ao AT (veja abaixo).
  • Eucharistēsas (tendo dado graças): Carson nota que este verbo é usado no v. 36 (assim como em Marcos 8:6), enquanto na alimentação dos 5.000 (Mt 14:19) usou-se eulogēsen (abençoou). Ele argumenta que não há diferença teológica significativa, pois ambos refletem o idioma semítico para ação de graças (Carson, “8. The feeding of the four thousand”).

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • [Nolland]: Argumenta que a frase “glorificaram o Deus de Israel” (v. 31) é um “hebraísmo deliberado” (citando Cousland) para sugerir que as curas de Jesus são vistas como parte do cuidado pactual de Yahweh, e não necessariamente uma indicação de que a multidão era gentia (Nolland, “2. Jesus Heals Many…”).
  • [Carson]: Defende a localização geográfica na Decápolis (território gentio), inferida da rota de Marcos 7:31, o que justificaria a frase “Deus de Israel” como louvor vindo de lábios gentios. Ele rejeita a ideia de que esta alimentação seja um “dupleto” literário da primeira, argumentando pelas diferenças nos detalhes (7 cestos vs 12 cestos; cestos spyris vs kophinos) (Carson, “8. The feeding of the four thousand”).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • A Identidade da Multidão: Carson inclina-se a ver uma multidão predominantemente gentia (devido à localização e à expressão “Deus de Israel”), o que faria deste milagre um banquete messiânico estendido às nações. Nolland é cético quanto à certeza de que a multidão é gentia, sugerindo que “Deus de Israel” pode ser uma fórmula litúrgica interna judaica de reconhecimento da ação divina na história (Nolland, “2. Jesus Heals Many…”).

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Isaías 35:5-6: Ambos reconhecem que a lista de curas (coxos, cegos, mudos) é um cumprimento direto das promessas messiânicas de Isaías.
  • Zacarias 11:16: Nolland faz uma conexão única e específica: o termo kyllous (“mutilados”) no v. 30 pode aludir a Zacarias 11:16, onde o pastor inútil não cura os mutilados, contrastando Jesus como o Pastor Verdadeiro que o faz (Nolland, “2. Jesus Heals Many…”).

5. Consenso Mínimo

  • Jesus demonstra poder messiânico sobre a natureza e a doença, provendo abundantemente para as necessidades humanas em um “deserto”, evocando o cuidado de Deus no Êxodo.