Análise Comparativa: Gênesis 50

1. Mapeamento Hermenêutico das Fontes

  • Wenham, G. J. (1987). Genesis. Word Biblical Commentary (WBC). Thomas Nelson.
  • Hamilton, V. P. (1990). The Book of Genesis. New International Commentary on the Old Testament (NICOT). Eerdmans.
  • Steinmann, A. E. (2019). Genesis. Tyndale Old Testament Commentaries (TOTC). InterVarsity Press.

Análise dos Autores

  • Autor/Obra: Wenham, G. J. (Genesis, WBC)

    • Lente Teológica: Evangélica crítica, com forte ênfase na análise literária e na forma final do texto canônico. Wenham busca identificar a “teologia do Pentateuco” como um todo unificado, focando no cumprimento parcial das promessas patriarcais.
    • Metodologia: Utiliza a crítica das formas e análise retórica. No tratamento do ciclo de José, ele destaca a estrutura quiástica e a intertextualidade (ex: paralelos entre José e Daniel, e as conexões narrativas entre Gênesis 37 e 50). Ele divide a narrativa em cenas dramáticas e analisa a função teológica dos discursos diretos. (Wenham, trecho 582, 587).
  • Autor/Obra: Hamilton, V. P. (The Book of Genesis, NICOT)

    • Lente Teológica: Conservadora e Evangélica (tradição Reformada/Wesleyana). Hamilton foca na historicidade do texto e na teologia bíblica da providência divina.
    • Metodologia: Exegese detalhada com forte componente filológico e comparativo com o Antigo Oriente Próximo (AOP). Ele frequentemente recorre a paralelos semíticos (Ugarítico, Acadiano) e costumes egípcios para elucidar termos e práticas culturais (ex: ritos de luto, terminologia de cargos oficiais). Seu foco no capítulo 50 (inferido pelo índice e capítulos anteriores) recai sobre a resolução de temas como a “discórdia” (m e dānîm) através da intervenção divina. (Hamilton, trecho 151, 228).
  • Autor/Obra: Steinmann, A. E. (Genesis, TOTC)

    • Lente Teológica: Confessional (Luterana), focada na cristologia tipológica e na aplicação devocional da teologia da aliança.
    • Metodologia: Análise narrativa focada no enredo (plot) e na caracterização dos personagens. Steinmann tende a rejeitar a divisão de fontes (J/E/P), preferindo ler o texto como uma unidade literária coerente que prepara o leitor para o Êxodo. Ele enfatiza a psicologia dos personagens (o medo dos irmãos, o choro de José) e a ética da reconciliação. (Steinmann, trecho 419, 430).

2. Tese Central e Ênfases (Síntese Executiva)

  • Tese de Wenham: O capítulo 50 funciona como a resolução teológica não apenas da história de José, mas de todo o livro, demonstrando a soberania oculta de Deus que transforma o mal humano em bem para a preservação da família da aliança (cumprimento parcial da promessa).

    • Argumento: Wenham argumenta que a história de José é, na verdade, a “história da família de Jacó” (Gênesis 37:2), onde o foco é a reconciliação e a sobrevivência da nação embrionária. Ele destaca que a declaração de José em 50:20 (“Vós planejastes o mal… Deus planejou para o bem”) é o resumo temático de toda a narrativa, conectando a providência divina à preservação da vida (Wenham, trecho 582). Ele vê a morte de José e seu pedido sobre seus ossos como uma reafirmação das promessas patriarcais que exigem uma sequência (o Êxodo) para seu cumprimento total (Wenham, trecho 647).
  • Tese de Hamilton: A narrativa encerra o ciclo de conflitos fratricidas através da providência divina, onde a reconciliação final depende do reconhecimento de que Deus operou através das circunstâncias adversas para manter a promessa da aliança viva.

    • Argumento: Embora o texto completo do comentário de Hamilton sobre o capítulo 50 não esteja presente nos excertos, sua tese é construída sobre a resolução do tema recorrente de “discórdia entre irmãos” (m e dānîm) introduzido anteriormente (Hamilton, trecho 151). A ênfase recai na transição da hostilidade para o perdão, fundamentada na teologia da presença de Deus (“Yahweh estava com José”), e nos ritos de sepultamento que solidificam a conexão dos patriarcas com a terra de Canaã (baseado nos temas do Índice de Assuntos, Hamilton, trecho 228).
  • Tese de Steinmann: O capítulo final de Gênesis marca o fim da era de decepção e astúcia (Jacó/Labão/Irmãos) na família de Deus, estabelecendo uma comunidade unida pelo perdão e pela esperança escatológica do retorno à Terra Prometida.

    • Argumento: Steinmann enfatiza que José rompe o ciclo de “trapaças e desonestidade” que caracterizou a família desde Abraão. Ele defende que o apelo dos irmãos citando Jacó (vv. 16-17) pode ser genuíno, contrapondo intérpretes modernos que o veem como mais uma mentira (Steinmann, trecho 430). A tese culmina na morte de José como um ato de fé: “O último capítulo de Gênesis começa e termina com morte, mas não sem esperança… Egito não é o lar do povo de Deus” (Steinmann, trecho 434-435).

3. Matriz de Diferenciação

CategoriaVisão de Wenham (WBC)Visão de Hamilton (NICOT)*Visão de Steinmann (TOTC)
Palavra-Chave / Conceito Central”Planejar” (ḥāšab): Em 50:20, destaca o contraste divino/humano. Deus “planejou” (ḥāšab) para o bem o que os homens planejaram para o mal, focando na preservação da vida (lĕhaḥăyōt) como cumprimento da promessa (Wenham, trecho 648).”Discórdia” (mᵉdānîm): Embora o comentário específico do cap. 50 não esteja completo nos excertos, sua intro define o ciclo de José como a resolução da mᵉdānîm (discórdia entre irmãos) através da presença de Deus, transformando ódio em paz (Hamilton, trecho 151).”Lugar de Deus” (hatachat elohim): Em 50:19, foca na justiça retributiva. José recusa a vingança não apenas por bondade, mas porque reconhece que o julgamento e a vingança são prerrogativas exclusivas da soberania divina (Steinmann, trecho 432).
Problema Central do TextoO medo da retaliação que ameaça a unidade da família da aliança após a morte de Jacó (50:15). A morte do patriarca reabre antigas feridas de culpa nos irmãos (Wenham, trecho 653).A persistência da culpa e do medo humano (dos irmãos) mesmo diante da providência divina óbvia. A dificuldade humana em aceitar o perdão completo sem a “rede de segurança” da figura paterna (Hamilton, inferido do trecho 115, 127).A tentação final de decepção/mentira. Os irmãos recorrem a uma mensagem supostamente póstuma de Jacó (vv. 16-17). Steinmann debate se esta mensagem é fabricada ou genuína, defendendo sua plausibilidade contra críticos modernos (Steinmann, trecho 430).
Resolução TeológicaDupla Causalidade: A história não nega a responsabilidade humana (pecado), mas afirma que o poder decisivo e oculto de Deus opera através e contra as formas humanas de poder para cumprir a promessa abraâmica (Wenham, trecho 648).Providência como Reconciliação: A resolução ocorre quando os irmãos reconhecem a soberania de Deus sobre o trauma familiar. A “venda” de José é reinterpretada teologicamente como “envio” de Deus para preservação (Hamilton, trecho 142).Cessação da Astúcia: José encerra o ciclo de “trapaças e desonestidade” iniciado por Abraão/Jacó ao oferecer perdão genuíno e provisão, recusando-se a usar o poder para vingança pessoal, garantindo a sobrevivência da nação (Steinmann, trecho 434).
Tom/EstiloTeológico-Literário: Analisa a estrutura narrativa e o cumprimento de temas do Pentateuco (ex: bênção às nações).Filológico-Comparativo: Foca em paralelos semíticos e na precisão dos termos (ex: uso de Elohim vs Yahweh na narrativa de José).Apologético-Devocional: Defende a coerência do texto (ex: autenticidade da fala de Jacó) e aplica lições éticas diretas (ex: perdão cristão).

*Nota sobre Hamilton: A análise baseia-se na introdução teológica e tratamento estrutural do Ciclo de José fornecidos nos excertos, visto que o comentário exegético versículo a versículo do cap. 50 não consta integralmente na amostra, mas suas teses centrais permeiam a obra.

4. Veredito Acadêmico

  • Melhor para Contexto (Histórico-Cultural): Steinmann. Ele oferece detalhes precisos sobre os costumes de luto egípcio (70 dias) comparando com fontes clássicas como Diodoro Sículo (72 dias para faraós), e analisa a geografia de “Abel-Mizraim” e a localização da eira de Atad em relação ao Jordão, fornecendo um cenário realista para o cortejo fúnebre (Steinmann, trecho 422, 426).
  • Melhor para Teologia (Bíblica e Sistemática): Wenham. Sua análise conecta magistralmente Gênesis 50 com o tema abrangente do Pentateuco: o cumprimento parcial das promessas. Ele demonstra como a morte de José e o pedido sobre seus ossos (50:25) funcionam como uma reafirmação escatológica da promessa da terra, ligando o fim de Gênesis diretamente ao Êxodo e à esperança messiânica (Wenham, trecho 647, 654).
  • Síntese: Para uma exegese robusta de Gênesis 50, deve-se utilizar Wenham para estruturar a teologia da Providência Divina e a tensão entre promessa e cumprimento (“ossos no Egito”); Steinmann para validar a historicidade dos ritos fúnebres e a ética do perdão diante da Culpa Fraternal; e a estrutura de Hamilton para compreender a resolução do conflito familiar como um ato de Soberania de Deus que reverte o mal em bem, encerrando a era patriarcal com uma nota de Esperança Escatológica voltada para Canaã.

5. Exegese Comparada

📖 Perícope: O Luto e o Sepultamento de Jacó (50:1–14)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • “Embalsamar” (ḥānaṭ): Termo técnico egípcio raro no AT. Steinmann nota que o processo de 40 dias mencionado no texto bíblico corresponde às práticas egípcias conhecidas, onde o corpo era desidratado com natrão (Steinmann, trecho 422).
  • “Abel-Mizraim” (ābēl miṣrayim): Um jogo de palavras hebraico crucial. Steinmann explica que o termo geográfico original provavelmente derivava de ʾābēl (“riacho” ou “prado”), mas a narrativa o reinterpreta via paronomásia como ʾēbel (“luto” ou “pranto”) devido à intensidade da lamentação egípcia (Steinmann, trecho 426). Wenham traduz o local original “Goren-ha-atad” como “Eira do Espinheiro” (Bramble Threshing Floor), destacando a natureza agrícola do local antes da renomeação (Wenham, trecho 767).

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • Steinmann: Destaca um detalhe antropológico único no verso 1: o ato de José beijar o rosto do pai morto é a única ocorrência desse gesto em toda a Bíblia, cumprindo a promessa de 46:4 de que José “fecharia os olhos” de Jacó (Steinmann, trecho 421). Ele também traz dados extrabíblicos comparativos, citando o historiador grego Diodoro Sículo, que registra o luto real egípcio como durando 72 dias, muito próximo dos 70 dias mencionados em Gênesis 50:3 (Steinmann, trecho 422).
  • Wenham: Sua tradução enfatiza o caráter oficial e militar da procissão fúnebre, traduzindo o “acampamento” (maḥăneh) no verso 9 como “o acampamento era muito poderoso” (The encampment was very powerful), sugerindo uma demonstração de força egípcia, não apenas um cortejo familiar (Wenham, trecho 766).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • Geografia de “Além do Jordão” (v. 10-11):
    • O Problema: A frase be‘ēber hayyardēn geralmente refere-se à Transjordânia (leste). Contudo, a rota lógica do Egito para Hebrom (Canaã) seria pelo oeste/sul, sem cruzar o Jordão.
    • Steinmann: Argumenta que a procissão tomou uma rota indireta ao redor do Mar Morto para evitar a hostilidade direta ou por razões políticas, chegando à eira de Atad pelo leste. Ele defende que a referência a “habitantes da terra, os cananeus” (v. 11) exige que o local do luto seja a oeste do rio, criando uma tensão geográfica que o texto resolve ao situar o luto antes da entrada final na terra (Steinmann, trecho 426).
    • Wenham: Em sua tradução, mantém a ambiguidade com “over the Jordan” e “beyond the Jordan”, sem tentar harmonizar a rota geográfica no texto principal, deixando a tensão literária intacta (Wenham, trecho 767).

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Steinmann conecta o luto de 7 dias de José (50:10) com a prática padrão israelita posterior, citando paralelos em 1 Samuel 31:13 e Jó 2:13, contrastando com os 30 dias de luto para líderes nacionais como Moisés (Dt 34:8) e Arão (Nm 20:29) (Steinmann, trecho 426).

5. Consenso Mínimo

  • Todos concordam que o enterro de Jacó em Canaã (Caverna de Macpela) é um ato político-teológico que reafirma a não-permanência de Israel no Egito e a validade contínua da promessa da terra.

📖 Perícope: O Medo dos Irmãos e o Perdão de José (50:15–21)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • “Supunha” / “Talvez” (): No v. 15, esta partícula introduz o medo dos irmãos. Steinmann interpreta como uma condicional de medo: “Suponha que José guarde rancor…”, indicando a insegurança profunda que persistia décadas após a venda de José (Steinmann, trecho 428).
  • “Planejar” (ḥāšab): O verbo central no v. 20. Wenham traduz o contraste com precisão teológica: “Vós planejastes (planned) o mal contra mim… Deus o planejou (planned) para o bem” (Wenham, trecho 768). Steinmann expande, notando que o verbo implica intenção deliberada em ambos os agentes (humano e divino), mas com propósitos diametralmente opostos (Steinmann, trecho 432).

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • Steinmann: Desafia o consenso crítico moderno de que a mensagem de Jacó (vv. 16-17) foi uma mentira fabricada pelos irmãos. Ele argumenta que “fere a credulidade” (strains credulity) pensar que Jacó viveu 17 anos no Egito sem nunca perguntar como José chegou lá. Ele sugere que Jacó provavelmente sabia da traição e deixou instruções reais para evitar um banho de sangue após sua morte, citando Gênesis 49:23 como prova de que Jacó sabia dos ataques contra José (Steinmann, trecho 430).
  • Wenham: Através de sua tradução, destaca a intensidade emocional do pedido de perdão, repetindo o “por favor” (Please, please forgive no v. 17) para capturar a ênfase das partículas hebraicas nāʾ (Wenham, trecho 768).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • A Natureza da Mensagem de Jacó (v. 16-17):
    • Visão Crítica (citada por Steinmann): A maioria dos intérpretes modernos vê a mensagem como uma fabricação desesperada dos irmãos.
    • Visão de Steinmann: Defende a historicidade/veracidade da mensagem. Para ele, a referência ao “Deus de teu pai” (v. 17) é um apelo teológico genuíno à aliança comum que une a família, não apenas um estratagema (Steinmann, trecho 429-430).
  • “Lugar de Deus” (v. 19):
    • Steinmann: Interpreta a pergunta retórica “Acaso estou eu no lugar de Deus?” não apenas como humildade, mas como uma afirmação doutrinária de que a retribuição judicial (vengeance) é prerrogativa exclusiva da divindade (Rm 12:19), e José, apesar de seu poder político, não usurpa essa autoridade moral (Steinmann, trecho 432).

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Steinmann liga a confissão dos irmãos (“somos teus escravos”, v. 18) ao cumprimento final e literal dos sonhos de José em Gênesis 37:5-11, fechando o arco narrativo literário do livro (Steinmann, trecho 432).

5. Consenso Mínimo

  • Os autores concordam que a resolução do conflito depende da teologia da dupla causalidade (v. 20): a intenção maligna humana é real, mas é subordinada e reorientada pela intenção soberana e benéfica de Deus para a preservação da vida.

📖 Perícope: A Morte de José e a Esperança Futura (50:22–26)

1. Análise Filológica & Termos-Chave

  • “Visitará” (pāqōd yipqōd): A repetição enfática do verbo pāqad (v. 24, 25). Wenham traduz como “definitely visit” (definitivamente visitará/intervirá), capturando a certeza profética (Wenham, trecho 769). Steinmann nota que esta “visita” implica uma intervenção divina salvífica para o Êxodo (Steinmann, trecho 435).
  • “Sobre os joelhos” (ʿal birkê): No v. 23, os filhos de Maquir nascem “sobre os joelhos” de José. Steinmann explica isso como um rito de adoção ou legitimação, indicando que José viu e aceitou seus bisnetos, garantindo a continuidade da linhagem (Steinmann, trecho 433).

2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)

  • Steinmann: Oferece uma explicação cultural para a idade de José. Morrer aos 110 anos (v. 26) era considerado pelos antigos egípcios como a duração ideal de uma vida abençoada e sábia (semelhante ao conceito de ma’at). Isso marca José como alguém “especialmente abençoado por Deus até o fim de seus dias” dentro do contexto cultural em que viveu (Steinmann, trecho 433).
  • Wenham: Sua tradução destaca a especificidade genealógica, mencionando explicitamente “Ephraim’s grandchildren” e “Machir, Manasseh’s son”, enfatizando a realização da promessa de frutificação (Wenham, trecho 769).

3. Fricção Interpretativa (O Debate)

  • O Caixão no Egito (v. 26):
    • Steinmann: Vê o fim do livro com “um caixão no Egito” como uma tensão deliberada. O livro termina com morte, mas o embalsamamento (preservação) aponta para a esperança futura. O corpo de José torna-se uma “relíquia silenciosa” durante os 400 anos de silêncio, servindo como garantia física da promessa de retorno (Steinmann, trecho 434-435).
    • Wenham: (Inferido das notas textuais e tradução) Enfatiza o juramento solene imposto aos “filhos de Israel” (v. 25), ligando este ato diretamente ao cumprimento no Êxodo (Ex 13:19) e Josué (24:32), tratando o verso como uma ponte literária para o Hexateuco (Wenham, trecho 769).

4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)

  • Steinmann conecta explicitamente o final de Gênesis com Hebreus 11:22 (“Pela fé, José… fez menção do êxodo… e deu ordens a respeito de seus ossos”), identificando as instruções funerárias de José como o ato supremo de fé escatológica do patriarca (Steinmann, trecho 421).

5. Consenso Mínimo

  • É indisputável que o capítulo encerra com uma “agenda pendente”: o corpo de José permanece no Egito não como morada final, mas como um depósito temporário aguardando o cumprimento juramentado da promessa patriarcal da terra.