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Análise Comparativa: Gênesis 46
1. Mapeamento Hermenêutico das Fontes
- Wenham, G. J. (1987). Genesis. Word Biblical Commentary (WBC). Thomas Nelson.
- Hamilton, V. P. (1990). The Book of Genesis. New International Commentary on the Old Testament (NICOT). Eerdmans.
- Steinmann, A. E. (2019). Genesis. Tyndale Old Testament Commentaries (TOTC). InterVarsity Press.
Análise dos Autores
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Autor/Obra: Wenham, G. J., Genesis (WBC).
- Lente Teológica: Evangélica Crítica / Heilsgeschichte (História da Salvação). Wenham opera dentro de uma estrutura que respeita a forma final do texto canônico, mas dialoga extensivamente com a Crítica das Fontes (documentária), frequentemente argumentando a favor da unidade literária e teológica onde outros veem fragmentação.
- Metodologia: Sua abordagem é fortemente marcada pela Crítica da Forma e Análise Retórica. Em Gênesis 46, ele se concentra na estrutura das cenas (visão, viagem, encontro) e na função teológica da migração para o Egito como parte do cumprimento das promessas patriarcais, observando como o redator final (provavelmente J) organizou materiais anteriores (P) (Wenham, “Form/Structure/Setting”).
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Autor/Obra: Hamilton, V. P., The Book of Genesis (NICOT).
- Lente Teológica: Evangélica Conservadora / Histórico-Gramatical. Hamilton foca na historicidade do texto e na sua interpretação dentro do contexto do Antigo Oriente Próximo, mantendo uma alta visão da inspiração escriturística.
- Metodologia: Privilegia a Exegese Filológica e a Análise Literária Sincrônica. Ele dedica atenção significativa às nuances das palavras hebraicas (ex: o uso de “visões” no plural em 46:2) e às conexões intertextuais dentro do próprio livro de Gênesis, bem como paralelos culturais egípcios para validar a narrativa (Hamilton, “Notes”).
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Autor/Obra: Steinmann, A. E., Genesis (TOTC).
- Lente Teológica: Confessional Luterana / Narrativa Teológica. Steinmann enfatiza a coerência narrativa e a cristologia tipológica (embora sutil neste capítulo), focando na fidelidade de Deus às promessas da aliança.
- Metodologia: Utiliza uma abordagem de Análise Narrativa e Teologia Bíblica. Ele busca padrões literários (como o motivo do “rosto” em Gênesis) e explicações harmoniosas para dificuldades textuais (como a cronologia dos filhos de Benjamim), evitando a atomização do texto típica da crítica das fontes radical (Steinmann, “Context”).
2. Tese Central e Ênfases (Síntese Executiva)
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Tese de Wenham: A descida de Jacó ao Egito é apresentada não como um desvio, mas como um passo divinamente sancionado na história da redenção, onde a teofania em Berseba (vv. 1-4) serve para legitimar a saída da Terra Prometida e garantir a preservação da “nação embrionária” listada na genealogia.
- Argumento: Wenham argumenta que a terceira jornada ao Egito é teologicamente a mais importante, pois levanta a questão se a migração seria um erro de incredulidade. A visão noturna e a promessa “eu te farei ali uma grande nação” (46:3) resolvem essa tensão. Ele vê a lista de descendentes (vv. 8-27) como um documento antigo (provavelmente fonte P) incorporado para demonstrar o cumprimento inicial da promessa de multiplicidade, notando que “setenta é um número redondo sagrado” que representa a totalidade de Israel (Wenham, “Explanation”).
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Tese de Hamilton: O capítulo 46 funciona como o eixo de transição onde a identidade de Jacó se funde com a nação de Israel, destacando a providência divina que orquestra a reunião familiar e a preservação da linhagem através de uma estratégia de segregação cultural (Goshen) baseada na aversão egípcia a pastores.
- Argumento: Hamilton foca na dinâmica da viagem e na estrutura da genealogia. Ele destaca a mudança de nomes (Jacó/Israel) e a especificidade da revelação divina (“Deus de teu pai”). Ele observa que a genealogia (vv. 8-27) não é meramente estatística, mas teológica, ligando a entrada no Egito com a saída futura (Êxodo 1). Ele enfatiza a astúcia de José ao instruir seus irmãos sobre a abominação dos pastores para garantir uma terra separada, Goshen (Hamilton, “Commentary 31-34”).
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Tese de Steinmann: A narrativa sublinha a fidelidade absoluta de Deus às suas promessas, contrastando o medo humano (Jacó) com a garantia divina, e utilizando a genealogia de setenta nomes para espelhar as setenta nações de Gênesis 10, sugerindo que a bênção de Israel é destinada a todas as nações.
- Argumento: Steinmann propõe que a lista genealógica e o número setenta têm a intenção de “espelhar as setenta nações ditas descendentes de Noé”, conectando a missão de Israel à bênção universal (Steinmann, “Jacob’s family…”). Ele também identifica um padrão literário no “motivo do rosto”: Jacó viu o rosto de Labão (desaprovação), o rosto de Deus (Peniel), e agora ver o rosto de José permite que ele morra em paz, resolvendo a tensão narrativa de décadas (Steinmann, “Joseph prepares…“).
3. Matriz de Diferenciação
| Categoria | Visão de Wenham | Visão de Steinmann | Visão de Hamilton |
|---|---|---|---|
| Palavra-Chave/Termo Hebraico | mar’ot hallaylâ (visões da noite). Wenham destaca que o termo aponta para “Jacó como profeta”, comparando a experiência auditiva à de Samuel (Wenham, “Comment 2”). | mar’ot (visão). Steinmann nota que é o único uso desta palavra neste sentido em Gênesis, contrastando com “sonhos” (halom) usados anteriormente (Steinmann, “Comment 2–4”). | yarad (descer). Hamilton conecta o “descer” (‘ered) ao Egito em 46:3-4 com o lamento anterior de Jacó de “descer” ao Sheol, marcando uma reversão da morte para a vida (Hamilton, “Comment 37:35”). |
| Problema Central do Texto | O dilema teológico de deixar a Terra Prometida. Para Wenham, “sem aprovação divina, tal mudança poderia parecer incredulidade”, dado que a promessa estava ligada à terra de Canaã (Wenham, “Comment 1-4”). | O medo da escravidão futura e do abandono. Steinmann sugere que o medo de Jacó pode vir da profecia de Gênesis 15:13 sobre a opressão em terra estrangeira, além do medo de sair da terra (Steinmann, “Comment 2–4”). | A resolução do luto de Jacó. Hamilton foca na transição emocional e teológica onde a descida ao Egito substitui a descida ao túmulo, permitindo que Jacó morra em paz após ver José (Hamilton, “Comment 37:35”). |
| Resolução Teológica | Oráculo de Salvação. A visão confirma que a “grande nação” será formada no Egito, não em Canaã, e garante o Êxodo futuro com a promessa “Eu certamente te farei subir” (Wenham, “Comment 3-4”). | Microcosmo das Nações. A lista de 70 pessoas é intencional para espelhar as 70 nações de Gênesis 10, indicando que Israel abençoará todas as nações (Steinmann, “Comment 46:8–27”). | Reunião Providencial. A descida é vista não como um fim trágico, mas como o cumprimento da preservação da vida, onde José (agente de Deus) fecha os olhos do pai na morte (Hamilton, “Comment 50:1”). |
| Tom/Estilo | Literário-Teológico. Foca na estrutura cênica e nos ecos intertextuais com as narrativas de Abraão e Isaac (Wenham, “Form/Structure/Setting”). | Histórico-Exegético. Preocupa-se com a precisão dos dados, cronologia (1876 a.C.) e a lógica interna das genealogias (Steinmann, “Context”). | Narrativo-Emotivo. Destaca a ironia dramática e as conexões verbais que unem o ciclo de Jacó, focando na dinâmica familiar (Hamilton, “Comment 37:35”). |
4. Veredito Acadêmico
- Melhor para Contexto: Steinmann. Ele oferece a melhor reconstrução histórica, lidando detalhadamente com a cronologia da entrada no Egito (datando-a em 1876 a.C.) e explicando a função representativa da genealogia dos setenta nomes em relação à Tabela das Nações.
- Melhor para Teologia: Wenham. Sua análise da “visão noturna” como um oráculo de salvação conecta magistralmente o episódio às promessas patriarcais anteriores e à futura teologia do Êxodo, demonstrando como a descida ao Egito é teologicamente legitimada.
- Síntese: Para uma compreensão holística de Gênesis 46, deve-se combinar a estrutura teológica de Wenham, que valida a migração como parte da Heilsgeschichte (História da Salvação), com a precisão exegética de Steinmann sobre a Genealogia Eletiva de Israel como microcosmo da humanidade, enriquecido pela sensibilidade narrativa de Hamilton sobre a Providência Divina que transforma a “descida” à morte em uma jornada de vida.
Visão Noturna, Descida ao Egito, Genealogia dos Setenta e Providência Divina são conceitos chaves destacados na análise.
5. Exegese Comparada
📖 Perícope: A Visão em Berseba (Gênesis 46:1-4)
1. Análise Filológica & Termos-Chave
- mar’ōt hallaylâ (Visões da noite, v. 2): Steinmann observa que este é o único uso desta palavra com este sentido em Gênesis; em outros lugares, aparições noturnas são chamadas de “sonhos” ou simplesmente Deus aparecendo à noite (Steinmann, “Comment 46:2–4”). Wenham defende que o termo aponta para a função profética, ligando a experiência a 1 Samuel 3:15 e Números 12:6 (Wenham, “Comment 46:2”).
- ‘El ‘ĕlōhê ‘ābîkā (Deus de teu pai, v. 3): Hamilton nota que Deus se identifica especificamente como o Deus de Isaque, ecoando a revelação feita a Isaque em 26:24, estabelecendo uma continuidade pactual (Hamilton, “Comment 46:3”).
- ‘ārad / ‘ā‘al (Descer / Subir, v. 3-4): Wenham destaca o uso enfático do pronome pessoal “Eu” (‘ānōkî) junto com o infinitivo absoluto (‘a‘alkā gam-‘ālōh), traduzindo como “Eu é que certamente te farei subir”, uma promessa que ecoa o Êxodo (Wenham, “Comment 46:4”).
2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)
- Wenham: Enfatiza que esta é a última revelação direta de Deus aos patriarcas; a próxima ocorrerá apenas com Moisés. Ele vê a estrutura da visão (chamado duplo do nome, resposta “eis-me aqui”) como um paralelo intencional com Abraão em Gênesis 22 e Moisés em Êxodo 3, marcando um ponto de virada na história da salvação (Wenham, “Comment 46:1-4”).
- Hamilton: Observa a espontaneidade do culto de Jacó. Ao contrário de Abraão e Isaque, que frequentemente construíam altares em resposta a teofanias, Jacó oferece sacrifícios antes da revelação, movido pela necessidade de sanção divina para deixar a Terra Prometida (Hamilton, “Comment 46:1”).
- Steinmann: Traz uma nuance sobre a promessa “eu te farei subir”. Ele sugere uma ambiguidade intencional: Deus trará Jacó de volta (seu corpo para o enterro, cf. 50:13) ou trará seus descendentes (o Êxodo, cf. 15:16)? A narrativa deixa a questão em aberto para ser resolvida em ambos os sentidos (Steinmann, “Comment 46:2–4”).
3. Fricção Interpretativa (O Debate)
- A Origem do Medo de Jacó (v. 3 “Não temas”):
- Hamilton sugere que o medo de Jacó pode estar enraizado na profecia de Gênesis 15:13 sobre a escravidão em terra estrangeira. Ir para o Egito seria caminhar voluntariamente para a opressão profetizada? (Hamilton, “Comment 46:3”).
- Wenham foca no dilema teológico da terra: deixar Canaã poderia ser visto como um ato de descrença ou um abandono da promessa territorial. O medo é espiritual, sobre sair da esfera da bênção (Wenham, “Comment 46:1-4”).
- Steinmann concorda com a conexão com Gênesis 15, mas adiciona o temor prático de um homem idoso fazendo uma viagem árdua (Steinmann, “Comment 46:2–4”).
- Veredito: A leitura de Wenham parece mais robusta teologicamente dentro da narrativa patriarcal, onde a geografia está intrinsecamente ligada à aliança.
4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)
- Todos os autores conectam esta passagem com Gênesis 26:23-25 (Isaque em Berseba) e Gênesis 28 (Betel).
- Wenham faz uma conexão canônica mais ampla, vendo o promessa “Eu descerei contigo” (v. 4) como um precursor de Isaías 43:2 (“Quando passares pelas águas… eu estarei contigo”) (Wenham, “Comment 46:4”).
5. Consenso Mínimo
- A teofania em Berseba funciona como a autorização divina necessária para transformar a migração de Jacó de um ato de necessidade humana em um cumprimento do plano divino.
📖 Perícope: A Lista de Descendentes (Gênesis 46:5-27)
1. Análise Filológica & Termos-Chave
- nepeš (alma/pessoa): Usado para contar os descendentes. Steinmann observa a contagem precisa: 32 de Lia, 16 de Zilpa, 14 de Raquel, 7 de Bila (Steinmann, “Comment 46:8–27”).
- yōṣĕ’ê yĕrēkô (os que saíram dos seus lombos, v. 26): Uma expressão idiomática para descendência direta biológica, excluindo as esposas dos filhos (Steinmann, “Comment 46:26–27”).
2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)
- Hamilton: Destaca a problemática textual do número 70 (Texto Massorético) versus 75 (LXX e Atos 7:14). Ele explica que a LXX inclui cinco descendentes adicionais de José (netos e bisnetos) encontrados em 1 Crônicas, ajustando a lista para uma teologia diferente ou tradição textual (Hamilton, “The New Testament Appropriation”).
- Wenham: Argumenta que a lista é um documento antigo independente (provavelmente Fonte P) incorporado aqui pelo editor (J). Ele nota que os nomes são de indivíduos, não de clãs, provando que a lista reflete uma memória de nascimentos, não uma projeção política posterior das tribos (Wenham, “Comment 46:8–27”).
- Steinmann: Oferece a explicação mais detalhada sobre a inclusão de Diná e Serah (filha de Aser). Ele argumenta que Serah foi listada especificamente para garantir que o total de Zilpa (16) fosse exatamente metade do de Lia (32), mantendo a simetria numérica do texto (Steinmann, “Comment 46:8–27”).
3. Fricção Interpretativa (O Debate)
- A Historicidade dos “Netos” de Benjamim (v. 21):
- O Problema: Benjamim é descrito como um jovem (na‘ar) na narrativa de José, mas aqui lista 10 filhos.
- Wenham: Admite que é improvável que Benjamim tivesse 10 filhos ao entrar no Egito. Ele sugere que a lista inclui descendentes que estavam “nos lombos” de Benjamim (cf. Hb 7:10) ou é uma projeção futura inserida aqui para completar o número 70 (Wenham, “Comment 46:21”).
- Steinmann: Concorda que Benjamim teria cerca de 25 anos. Ele propõe que a lista é intencionalmente moldada para espelhar as 70 nações de Gênesis 10, sacrificando a cronologia estrita em favor da teologia da “totalidade” de Israel (Steinmann, “Comment 46:8–27”).
- Veredito: Ambos concordam que o número 70 é tipológico, representando a totalidade da nação.
4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)
- Steinmann conecta o número 70 diretamente à Tabela das Nações em Gênesis 10, sugerindo que Israel é o microcosmo da humanidade redimida. “Desta forma, os filhos de Israel que trariam bênção a todas as nações foram feitos para espelhar essas nações” (Steinmann, “Comment 46:8–27”).
5. Consenso Mínimo
- O número setenta não é uma estatística censitária bruta, mas um número teológico redondo que simboliza a totalidade de Israel entrando no exílio egípcio.
📖 Perícope: O Reencontro em Gósen (Gênesis 46:28-34)
1. Análise Filológica & Termos-Chave
- lᵉhôrōt (para ensinar/instruir, v. 28): O MT lê “para instruir diante dele em Gósen”. Hamilton nota que a LXX lê “para encontrar” (synantēsin), sugerindo um texto hebraico liqra’tô. Wenham prefere a leitura massorética, sugerindo que Judá foi enviado para obter “instruções” ou “direções” sobre a localização exata (Wenham, “Comment 46:28”).
- tô‘ăbat miṣrayim (abominação para os egípcios, v. 34): Termo forte para tabu cultural ou religioso.
2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)
- Steinmann: Oferece uma explicação pragmática para a “abominação”. Ele rejeita a ideia de mero preconceito étnico e sugere uma razão econômica: ovelhas e cabras comem a vegetação até a raiz, destruindo a terra arável que era escassa no Egito. Os egípcios detestavam pastores porque eles ameaçavam a agricultura do Nilo (Steinmann, “Comment 46:31–34”).
- Wenham: Foca na teofania secular. Ele observa que a descrição de José aparecendo a Jacó usa o verbo rā’â (Niphal - “apareceu”), que em Gênesis é quase exclusivamente usado para Deus aparecendo a homens. Para Jacó, ver José em sua glória foi como ver uma visão divina (Wenham, “Comment 46:29”).
- Hamilton: Destaca a reabilitação de Judá. Aquele que propôs vender José (Gn 37) é agora o escolhido para liderar o caminho para o reencontro (v. 28). Hamilton vê isso como o fechamento de um arco narrativo de culpa e redenção (Hamilton, “Comment 46:28”).
3. Fricção Interpretativa (O Debate)
- A Estratégia de José (v. 33-34):
- Wenham vê a instrução de José para que se declarem pastores como uma manobra política astuta para garantir o isolamento em Gósen, evitando a assimilação cultural na corte egípcia (Wenham, “Comment 46:32–34”).
- Hamilton enfatiza o aspecto da honestidade. Eles são pastores e trouxeram seus rebanhos; José quer evitar a acusação de que seus irmãos são espiões ou candidatos a cargos públicos para os quais não estão qualificados (Hamilton, “Comment 47:3”).
- Veredito: A leitura de Wenham capta melhor a tensão teológica de viver no Egito sem se tornar egípcio.
4. Ecos do Antigo Testamento (Intertextualidade)
- Wenham conecta o choro de José no pescoço de Jacó (v. 29) com o choro anterior sobre Benjamim (45:14) e o choro de Esaú sobre Jacó (33:4), criando um padrão de reconciliação através das lágrimas (Wenham, “Comment 46:29”).
5. Consenso Mínimo
- A instalação em Gósen foi uma providência divina orquestrada pela sabedoria política de José para preservar a identidade distinta da família de Jacó durante o exílio.