Texto Interlinear (Hebraico/Inglês - BibleHub)
Análise Comparativa: Gênesis 13
1. Mapeamento Hermenêutico das Fontes
- Hamilton, V. P. (1990). The Book of Genesis. New International Commentary on the Old Testament (NICOT). Grand Rapids: Eerdmans.
- Steinmann, A. E. (2019). Genesis. Tyndale Old Testament Commentaries (TOTC). Downers Grove: InterVarsity Press.
- Wenham, G. J. (1987). Genesis. Word Biblical Commentary (WBC). Nashville: Thomas Nelson.
Análise dos Autores
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Autor/Obra: Wenham, G. J., Genesis (WBC).
- Lente Teológica: Crítico-Histórica Conservadora com ênfase Literária. Wenham dialoga extensivamente com a crítica das fontes (J, E, P), mas frequentemente argumenta em favor da unidade final do texto e da coerência da redação.
- Metodologia: O autor emprega uma análise estrutural rigorosa, buscando padrões quiásticos (palistrófes) e conexões intertextuais. Sua exegese foca na “teologia da promessa” e na tipologia, conectando a narrativa patriarcal com a história posterior de Israel (Exôdo e Monarquia). Ele observa atentamente a geografia simbólica e os atos de culto como profecias encenadas (Wenham, “Acted prophecy”).
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Autor/Obra: Hamilton, V. P., The Book of Genesis (NICOT).
- Lente Teológica: Evangélica/Conservadora. Hamilton mantém uma alta visão da historicidade do texto, focando na forma canônica final.
- Metodologia: Sua abordagem é fortemente filológica e teológica. Ele dedica espaço considerável à análise de termos hebraicos específicos (ex: rîb, kāḇēḏ) e à sintaxe, buscando implicações teológicas práticas. Ele traça paralelos constantes com o Novo Testamento e explora a psicologia dos personagens bíblicos (motivações de Ló e Abrão) dentro da narrativa.
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Autor/Obra: Steinmann, A. E., Genesis (TOTC).
- Lente Teológica: Confessional (Luterana) e Narrativa. Enfatiza a coerência interna do livro e a soberania divina na preservação da linhagem messiânica.
- Metodologia: Steinmann foca na análise literária e na teologia bíblica, observando como as narrativas individuais (como a de Ló e Abrão) se encaixam no macro-tema da promessa da descendência (Gênesis 3:15). Nota: A análise deste autor para o capítulo 13 é inferida a partir de referências cruzadas e metodologia aplicada em capítulos adjacentes fornecidos, devido à ausência do texto integral deste capítulo específico nos excertos.
2. Tese Central e Ênfases (Síntese Executiva)
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Tese de Wenham: O capítulo 13 funciona como uma reafirmação teológica da promessa da terra, onde a separação de Ló é estruturalmente necessária para definir o verdadeiro herdeiro, e o ato de Abrão percorrer a terra é uma “profecia encenada” da futura conquista israelita.
- Argumento expandido: Wenham destaca que a narrativa olha tanto para trás (Egito) quanto para frente (Conquista). Ele identifica uma estrutura concêntrica onde a promessa divina (vv. 14-17) responde à disputa. Para Wenham, a separação não é apenas geográfica, mas teológica: Ló escolhe uma região associada ao Egito e a Sodoma, rejeitando implicitamente a vida de fé em Canaã. A construção de altares e a caminhada de Abrão simbolizam a posse legal e litúrgica do território: “Symbolically taking possession of it… foreshadow the day when Israel will take possession of the whole land” (Wenham, “Symbolically taking possession”).
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Tese de Hamilton: A narrativa contrasta a magnanimidade de Abrão, fruto de sua restauração espiritual após o fracasso no Egito, com a escolha secular e visualmente orientada de Ló, o que resolve o “impasse doméstico” da riqueza excessiva e elimina Ló como candidato a herdeiro.
- Argumento expandido: Hamilton foca na transformação moral de Abrão. O patriarca que manipulou no Egito agora “moves to nip strife in the bud” através da generosidade (Hamilton, “manipulation that Abram formerly manifested now gives way to magnanimity”). Ele analisa o termo rîb (disputa), negando que seja um processo legal formal, mas sim uma fricção interna. Hamilton argumenta que a escolha de Ló, baseada no que ele “viu” (rā’â kî), reflete uma cobiça similar à de Eva, e ao escolher a planície, Ló “effectively removes himself from any possible consideration as the one who shall inherit the land” (Hamilton, “removes himself from any possible consideration”). A promessa de Deus em 13:14 surge como resposta imediata a essa separação fiel.
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Tese de Steinmann: A separação de Ló segue um padrão literário recorrente em Gênesis onde linhas colaterais devem se afastar para preservar a pureza e a primazia da linhagem da promessa, antecipando conflitos futuros com os habitantes da terra.
- Argumento expandido: Embora o comentário direto de Steinmann sobre o capítulo 13 não esteja presente, sua tese pode ser deduzida de sua análise de Gênesis 36, onde ele afirma explicitamente: “The reason for Esau’s departure from Jacob is similar to the reason given for Lot’s departure from Abram (13:6)” (Steinmann, “reason for Esau’s departure”). Isso indica que Steinmann lê o capítulo 13 como parte de um padrão tipológico de separação (Ló/Abrão, Ismael/Isaque, Esaú/Jacó) necessário para a história da redenção. Ele também enfatiza a pecaminosidade de Canaã (aludindo a 13:13) como justificativa para a distinção moral da família da aliança (Steinmann, “great sinfulness is condemned (10:15–19; 13:13)“).
3. Matriz de Diferenciação
| Categoria | Visão do Hamilton | Visão do Wenham | Visão do Steinmann |
|---|---|---|---|
| Palavra-Chave/Termo Hebraico | Rîb (Disputa/Pleito). Hamilton argumenta filologicamente que, embora rîb seja técnico para processos legais, aqui não é um “processo” formal, pois não há adjudicador externo; é uma fricção doméstica resolvida pela generosidade (Hamilton, “situation does not involve a lawsuit”). | Nā’ (Agora/Por favor). Destaca a partícula na fala divina (v. 14), notando que Deus raramente usa nā’ com humanos, exceto para pedir atos de fé que transcendem a compreensão, como ver a terra inteira como sua propriedade futura (Wenham/Hamilton*, “particle nā’… transcends human comprehension”). | Yāšab (Habitar/Permanecer). Enfatiza o ato de habitar como posse ou reivindicação territorial. A incapacidade de “habitar juntos” (yāšab yaḥdāw) é o termo técnico que precipita a separação necessária das linhagens (Steinmann, “reason for Esau’s departure… similar to… Lot”). |
| Problema Central do Texto | O impasse doméstico gerado pela riqueza excessiva (gado) que ameaça a paz familiar. O problema é ético e relacional: como Abram lidará com o conflito após seu fracasso moral no Egito? (Hamilton, “Domestic conundrums… potentially explosive”). | A ameaça à promessa. A presença de Ló (o herdeiro presuntivo) e a fome anterior colocam em risco a realização da promessa da terra. O texto precisa resolver a ambiguidade de quem é o verdadeiro herdeiro da promessa geográfica (Wenham, “Lot… presumptive heir”). | A mistura perigosa. A coexistência da linhagem da promessa com elementos que escolhem a secularidade (Sodoma) ou linhagens colaterais (como Esaú posteriormente) que devem ser removidas para a pureza da história da redenção (Steinmann, cf. análise de Gênesis 36). |
| Resolução Teológica | A magnanimidade de Abram. A resolução vem pela transformação do caráter de Abram, que abre mão de seus direitos de paterfamilias pela paz, confiando em Deus em vez de manipular (como fez com Faraó) (Hamilton, “manipulation… gives way to magnanimity”). | A reafirmação divina. A separação geográfica é ratificada pela promessa de Deus (vv. 14-17), que expande a posse da terra para “toda a terra que vês”, transformando a perda de Ló em ganho territorial teológico (Wenham, “Symbolically taking possession”). | A providência soberana. Deus orquestra as circunstâncias (riqueza excessiva, disputas) para forçar uma separação necessária que preserva a linhagem messiânica da contaminação moral das “cidades da planície” (Steinmann, inferido de “great sinfulness is condemned”). |
| Tom/Estilo | Psicológico e Filológico. Foca nas motivações internas (o olhar cobiçoso de Ló vs. generosidade de Abram) e na semântica das palavras. | Literário-Estrutural. Analisa como a narrativa se conecta com Gênesis 12 e antecipa a conquista de Josué (o ato de caminhar pela terra). | Tipológico e Doutrinário. Lê o texto buscando padrões recorrentes (separação de irmãos) e implicações para a história da salvação. |
*Nota: A análise da partícula nā’ aparece explicitamente no texto de Hamilton citando estudos que Wenham também corrobora em sua teologia da promessa.
4. Veredito Acadêmico
- Melhor para Contexto: Hamilton. Ele oferece a análise mais detalhada sobre os costumes legais do Oriente Próximo (como os direitos de adoção e herança em caso de falta de filhos) e a geografia física e botânica (ex: a localização de Zoar e as árvores de Mamre), ancorando a narrativa em um realismo histórico palpável (Hamilton, “Ancient Near Eastern legal corpora”).
- Melhor para Teologia: Wenham. Sua abordagem capta melhor a “Teologia da Promessa” e a função canônica do texto. Ele demonstra como o capítulo 13 não é apenas uma disputa familiar, mas um momento pivotal na definição da geografia sagrada e na exclusão de Ló da aliança, prefigurando a conquista israelita através da “profecia encenada” da caminhada de Abram (Wenham, “Acted prophecy”).
- Síntese: Para uma compreensão holística de Gênesis 13, deve-se adotar a estrutura literária de Wenham para entender a função da promessa da terra, preenchida pela análise psicológica e filológica de Hamilton sobre a transformação moral de Abram (de manipulador no Egito para pacificador em Canaã). Deve-se complementar com a visão tipológica de Steinmann, reconhecendo que a separação de Ló não é um acidente, mas um padrão divino de purificação da linhagem eleita, necessário para o avanço da história da redenção.
Teologia da Promessa, Magnanimidade Patriarcal, Geografia Simbólica e Separação Eletiva são conceitos chaves destacados na análise.
5. Exegese Comparada
📖 Perícope: O Retorno e o Peso da Riqueza (Versículos 1-4)
1. Análise Filológica & Termos-Chave
- ‘Ālâ (Subir): Wenham nota que este é o termo técnico padrão para viagens do Egito para Canaã, devido à topografia, mas também carrega conotações teológicas posteriores de “Aliyah” (Wenham, “He went up is the usual term”).
- Kāḇēḏ (Pesado/Rico/Severo): Ambos os comentaristas principais destacam o jogo de palavras. Em 12:10 a fome era “pesada” (kāḇēḏ); agora a riqueza de Abrão é “pesada” (kāḇēḏ). Hamilton observa que a riqueza em gado é listada antes da prata e ouro, antecipando que o conflito virá do gado, não dos metais (Hamilton, “livestock is listed before his silver”).
2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)
- [Hamilton]: Observa um silêncio retórico ensurdecedor. O retorno de Abrão é “um retorno silencioso”, sem registro de diálogo com Sarai após o desastre no Egito, sugerindo uma tensão pós-traumática onde “o que se fala… após eventos recentes como estes?” (Hamilton, “His journey… is a silent one”). Ele também nota que a lista de posses coloca Ló após os bens materiais em 13:1, uma sutil degradação de status (Hamilton, “even Abram’s possessions are listed before Lot”).
- [Wenham]: Identifica uma tipologia estrita com o Êxodo. A aquisição de “prata e ouro” (13:2) e a “subida” do Egito prefiguram o Êxodo israelita, onde o povo sairia com riquezas egípcias (Ex 12:35-36). Para Wenham, a saída de Abrão é um microcosmo da futura história nacional de Israel (Wenham, “Abram’s departure from Egypt foreshadows the exodus”).
3. Fricção Interpretativa (O Debate)
- Natureza da Riqueza: Wenham vê a riqueza (prata e ouro) como uma compensação providencial, possivelmente “dinheiro de compensação pelo adultério faraônico” (Wenham, “compensation for the pharaonic adultery”). Hamilton é mais crítico moralmente, referindo-se a ela como “riqueza mal obtida” (ill-gotten wealth), sugerindo que Abrão amealhou fortuna, mas perdeu a dignidade e a oportunidade de confiar (Hamilton, “fortune has been amassed, but an opportunity for trust has been missed”).
4. Ecos do Antigo Testamento
- Êxodo 12: Wenham conecta explicitamente a lista de “prata e ouro” de Abrão com os despojos do Egito em Êxodo 12:35-36.
5. Consenso Mínimo
- Os autores concordam que o capítulo 13 está literária e teologicamente ligado ao capítulo 12, servindo a riqueza adquirida no Egito como o catalisador direto para a crise que se segue.
📖 Perícope: A Disputa e a Separação (Versículos 5-13)
1. Análise Filológica & Termos-Chave
- Yāšab (Habitar): Steinmann (via análise cruzada de Gênesis 36) e Hamilton destacam a impossibilidade de “habitar juntos” (yāšab yaḥdāw). Steinmann vê isso como um termo técnico para a separação necessária de clãs (Steinmann, “reason for Esau’s departure… similar to… Lot”).
- Rîb (Disputa/Pleito): Hamilton faz uma extensa análise forense, argumentando contra a visão de que rîb aqui implica um processo legal formal (lawsuit). Como não há adjudicador de terceiros e a solução é amigável, é uma “fricção doméstica” e não um litígio de aliança (Hamilton, “situation does not involve a lawsuit”).
- ’Anāšîm ’aḥîm (Homens irmãos): Hamilton nota a construção gramatical onde o segundo substantivo qualifica o primeiro, apelando para a solidariedade de clã acima da relação tio-sobrinho (Hamilton, “apposition the second word clarifies the first”).
2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)
- [Hamilton]: Foca na psicologia do “olhar” (rā’â). Ele conecta o ato de Ló “levantar os olhos” e escolher a planície com a mesma construção gramatical de Eva vendo o fruto proibido (Gn 3:6) e os Filhos de Deus vendo as filhas dos homens (Gn 6:2). Para Hamilton, a escolha de Ló baseada na visão (sight) elimina-o teologicamente como herdeiro: “Ló efetivamente se remove de qualquer consideração possível como aquele que herdará a terra” (Hamilton, “removes himself from any possible consideration”).
- [Wenham]: Destaca a geografia teológica. Ele aponta que Sodoma é listada em Gênesis 10:19 como a fronteira de Canaã. Ao escolher a planície e Sodoma, Ló está tecnicamente deixando a terra prometida ou vivendo em sua borda perigosa, preferindo a segurança visual do sistema de irrigação (como o Egito) à fé na chuva de Canaã (Wenham, “Lot… presumptive heir… departure of Lot posed the problem”).
- [Steinmann]: Em sua análise cruzada, aponta que a menção de que “os homens de Sodoma eram maus” (v. 13) serve para justificar a futura conquista e a distinção moral necessária da linhagem de Abraão, conectando a pecaminosidade local com a perda de direitos à terra (Steinmann, “great sinfulness is condemned”).
3. Fricção Interpretativa (O Debate)
- Motivação de Ló: Hamilton defende Ló parcialmente, argumentando que ele não é necessariamente avarento, mas fez a “decisão natural e lógica” baseada na agricultura; o erro foi espiritual, não comercial (Hamilton, “hardly be blamed for that choice”). Wenham é mais duro na análise literária, vendo a escolha como uma rejeição implícita da vocação de Abrão, movida pela atração visual que lembra o Egito (Wenham, “like the land of Egypt”).
4. Ecos do Antigo Testamento
- Gênesis 3 e 6: Hamilton vê um eco direto da Queda (Eva vendo e tomando) na ação de Ló (vendo e escolhendo).
- Deuteronômio 11: Hamilton contrasta a escolha de Ló (irrigação como o Egito) com a descrição de Canaã em Dt 11:10-12 (terra que depende da chuva/Deus).
5. Consenso Mínimo
- Todos concordam que a separação foi motivada pela prosperidade excessiva que a terra não podia sustentar, e que essa separação foi definitiva para estabelecer a linhagem da promessa exclusivamente através de Abrão.
📖 Perícope: A Promessa Renovada (Versículos 14-18)
1. Análise Filológica & Termos-Chave
- Nā’ (Por favor/Agora): Hamilton destaca a partícula nā’ no imperativo divino “Olha, por favor” (v. 14). Ele argumenta que Deus raramente usa nā’ com humanos (apenas 4 vezes no AT), e sempre marca um pedido para exercer fé além da compreensão humana (Hamilton, “transcends human comprehension”).
- Qûm / Hithallēk (Levanta-te / Percorre): Wenham interpreta o comando para “percorrer” a terra não como turismo, mas como uma apropriação legal simbólica (symbolic taking of possession).
2. A Lupa dos Comentaristas (Contribuições Exclusivas)
- [Wenham]: Analisa a estrutura concêntrica da promessa nos vv. 15-17 (Terra → Descendência como pó → Descendência → Terra). Ele vê a ação de Abrão de caminhar pela terra como uma “profecia encenada” (acted prophecy) da futura conquista de Josué (Wenham, “foreshadow the day when Israel will take possession”).
- [Hamilton]: Contrasta a visão física de Ló com a visão de fé de Abrão. Enquanto Ló “levantou os olhos” para cobiçar, Abrão só “levanta os olhos” (v. 14) quando ordenado por Deus. Hamilton também detalha a botânica, identificando os “carvalhos” (terebinths) de Mamre, sugerindo que ’ēlâ é terebinto e ’allôn é carvalho, árvores de sombra profunda associadas a encontros divinos (Hamilton, “best shade trees in Palestine”).
3. Fricção Interpretativa (O Debate)
- A Natureza da Promessa: Wenham enfatiza o aspecto nacional e territorial (a terra é dada para sempre como base da existência nacional). Hamilton foca no aspecto pessoal e imediato da obediência: a promessa surge imediatamente após a separação de Ló, sugerindo que a presença de Ló (o herdeiro presuntivo) estava de alguma forma bloqueando a plenitude da revelação (Hamilton, “Lot’s departure leaves Abram alone… Yahweh speaks”).
4. Ecos do Antigo Testamento
- Josué 1: Wenham conecta a ordem de “caminhar pela terra” (Gn 13:17) com a promessa a Josué de que “todo lugar onde puserdes a planta do pé” seria deles.
- Gênesis 28: A promessa da descendência como “pó da terra” (v. 16) é vista como precursora da promessa a Jacó em Betel (Wenham/Steinmann).
5. Consenso Mínimo
- É indisputável que a reafirmação da promessa da terra e descendência ocorre como uma resposta divina direta e aprovadora à separação de Ló; o que Ló escolheu por vista, Deus dá a Abrão por promessa.